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Mostrando postagens de Novembro 3, 2013

CARTA DE FREUD A LACAN

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Estimado Dr. Lacan:

Obrigado pela remessa de sua tese de doutorado. Li-a com a máxima atenção, centrando-me, conforme sua própria indicação, no caso que o Sr. denomina Aimée, sobre o qual se pode dizer que se acha estruturada toda a obra. Acerca dele desejo, então, fazer-lhe alguns comentários psicanalíticos, os quais indubitavelmente deverão tocar aspectos da teoria, já que esta é, finalmente, a que faz falar aos supostos "fatos" (o Sr. lembrará, a respeito, o começo do meu Pulsões e destinos das pulsões, cujo manifesto liminar continuo considerando válido).

Este caso me interessou sobremaneira, tendo em conta a observação incluída em meu Schreber, no tocante ao mínimo de paranóias com que um analista tropeça em sua prática habitual. Por isso é que, o Sr. bem sabe, eu preferi centrar-me nas Memórias do lkesidente. Contudo, parece que adotando tal procedimento - sem dar-me conta disto senão a posteriori - houvesse chegado a um dado que sua Aimée precipita como tal: refiro-me à…

Albert Camus: Centenário do Nascimento

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Albert Camus - 07 de Novembro de 1913



Camus e a busca por um jornalismo crítico e independente
Mais de cinco décadas depois da morte de Albert Camus, o jornalista, escritor e editor Roger Grenier ainda se guia pelas lições daquele que foi o seu cicerone e melhor amigo. “Não há um só dia que não penso no seu nome, que não me pego perguntando: o que ele faria nesta ou naquela situação?”, costuma dizer. O franco-argelino esteve, de fato, ligado aos principais eventos da vida de Grenier. Foi Camus quem o iniciou no jornalismo ao convidá-lo para escrever no periódico “Combat” (liderado por Camus e Pascal Pia a partir de 1944) e quem também o ajudou a publicar seu primeiro livro, “Le rôle de l’accusé” (“O papel do acusado”, inédito no Brasil). Aos 94 anos, Grenier admite que deve tudo ao mestre, mas exibe um percurso digno de nota. Lutou na Resistência francesa, escreveu mais de 30 obras, e foi próximo de algumas das principais cabeças do seu tempo, como Ionesco, Julio Cortázar e Henry Miller.…

"Pretextos de Mulheres Negras" reúne 22 escritoras contemporâneas

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Com a urgência poética de milhões de olhos surge, na literatura contemporânea, a antologiaPretextos de Mulheres Negras, que foi lançada no dia 31 de outubro, em São Paulo (SP). O volume de quase 140 páginas apresenta em cada uma das 22 autoras – 20 de São Paulo e as convidadas Queen Nzinga Maxweell (Costa Rica) e Tina Mucavele (Moçambique) – subjetividades e autorrepresentações, seja nos textos, nas imagens, nos perfis biográficos ou na forma como lutam por resistência, memória, pertencimento, ludicidade, corporeidade, musicalidade, religiosidade e outros valores presentes nas africanidades e na diáspora. “Temos a intenção de religar os nossos vínculos ancestrais e também escrever a melodia dos nossos próprios ritmos”, anuncia a organizadora do livro, Elizandra Souza. A obra é parte das ações do coletivo Mjiba, que fortalece o protagonismo da mulher negra em diferentes esferas e foi também inspirada no livro “Oro Obínrin – 1º Prêmio Literário e Ensaístico sobre a Condição da Mulher Negra…