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A MOÇA DO INTERNATO: PSICANÁLISE E LITERATURA

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Madonna de Andrea del Sarto O que o Outro materno quer de mim? A Moça do Internato  foi publicado na Rússia, pátria da autora, em 1861. Nesse mesmo ano, nascia em São Petersburgo – Império Russo, a filósofa, escritora e psicanalista Lou Andreas-Salomé.  Esta feliz coincidência, permite-nos abrir um espaço para associar a trajetória de vida de Lou Andreas-Salomé com a da personagem Liôlienka, tendo como ponto de ancoragem o significante da  feminilidade . Para isso, partimos da premissa de que ambas, a mulher e a personagem, atravessam a posição feminina idealizada pela sociedade patriarcal.  A conhecida frase de Simone de Beauvoir - “Não se nasce mulher, tona-se mulher.” – espelha o pensamento freudiano retratado no texto  A Feminilidade , de 1933: “não queremos descrever o que a mulher é – isso seria para ela uma tarefa impossível de resolver -, mas, sim, pesquisar como ela se torna mulher...” [i] Partimos, portanto, do pressuposto que...

PSICANALISE NA USINA

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PSICANÁLISE NA  USINADIZER Programa de Estudos e Debates sobre Formação e Escrita Clínica Atividade 1:   (O) Curso Livre (da) Formação: Discursos e Dizeres da Clínica Psicanalítica Atividade 2:  Edições Comentadas: Traduzir e Escrever em Psicanálise Sobre a Psicanálise na UsinaDizer A UsinaDizer abre espaço para debater a Psicanálise, tal como ela está sendo pensada e praticada por profissionais independentes, os quais, por sua trajetória clínica e docente, tornaram-se referência mais-além das instituições pelas quais passaram. Por meio de duas atividades, uma de natureza formativa e outra de discussão de produções editoriais, a UsinaDizer propõe uma forma híbrida de interpelar a clínica psicanalítica, servindo-se, para tal, da literatura, da filosofia e dos relatos clínicos pensados como construções ficcionais. A primeira atividade é (O) Curso Livre (da) Formação: Discursos e Dizeres da Clínica Psicanalítica, que consist...

PSICANÁLISE E ARTE

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ESTÉTICA-SENSORIAL   (Lygia Clark 1920/88) A trajetória de  Lygia Clark  faz dela uma artista atemporal e sem um lugar muito bem definido dentro da  História da Arte . Tanto ela quanto a sua  obra fogem de categorias ou situações em que podemos facilmente enquadrar: a artista estabelece um  vínculo com a vida , e como podemos observar nos “ Objetos Sensoriais ” de 1966/68, a proposta de utilizar  objetos do nosso cotidiano : (água, conchas, borracha, sementes, etc), por exemplo, a intenção de desvincular o lugar do  espectador  dentro da  Instituição da Arte , que  passa estar em constante transformação . O fazer artístico de  Lygia Clark  traz a ideia de como se dá o processo de criação de uma  artista contemporâneo  e de como vai amadurecendo seu trabalho. A poética caminha no sentido da  não representação  e da  superação do  suporte . Propõe a  desmitificação d...