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CURSO DO PROFESSOR MARCOS NESTE SEMESTRE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA UFSC Curso: Estética e inestética no discurso filosófico Ministrante: Prof. Marcos Muller Dia: terça-feira : (Horário:das 13:30 às 16:30 horas); e-mail: mjmuller@cfh.ufsc.br Objetivo do curso: Estabelecer uma leitura do texto “O olho e o espírito” de Maurice Merleau-Ponty à luz da proposta de constituição de um discurso inestético, tal como este foi concebido por Alain Badiou em seu “Pequeno manual de instética”. Apresentação do curso: Alain Badiou, em seu “Pequeno manual de inestética” (2002), reconhece haver, entre a filosofia e a arte, uma espécie de “laço” que muito faz lembrar a cumplicidade que Lacan reconheceu haver entre o discurso do mestre e o discurso da histérica. Se, por um lado, é a partir da provocação histérica (“o que tens tu para me ensinar?”) que o mestre se põe a trabalhar, por outro, é a obstinação do mestre que faz da histérica uma cortesã. Da mesma forma, para Badiou, a arte é a enc...
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A Aliança Francesa de Florianópolis convida para a conferência As palavras viajam, os homens emigram de Tahar Ben Jelloun. O escritor franco-marroquino autografará o seu último livro lançado no Brasil. O evento dá início ao curso de literatura, francófona e fancesa - A Flânerie Desvendada em Protótipos LIterários - Olhares e Travessias de Contrastes. Este curso será regido por um dos membros deste grupo, querido amigo Daniel Felix. Dia: 22/3/2007 Local: Hotel Sofitel (Beira-Mar) Av. Rubes de Arruda Ramos, 2034 Horário: 19h Informações: (48) 3202.6100
AS MULTIMODULAÇÕES DO TRABALHO DE CLARISSA http://clarissaalcantara.blogspot.com/

SUGESTÃO

Para quem ainda não leu, fica aqui a sugestão para uma boa leitura: Slavoj Zizek e Glyn Daly Arriscar o impossível – Conversas com Zizek Editora Martins Fontes É, verdadeiramente, espantoso acompanhar a forma como Zizek cruza a simplicidade do entorno com o rigor na interpretação de noções filosófica e psicanalítica de difícil compreensão. Inegável, em meu entender, é também a atualidade com que alguns temas são tratados e que, a somar à dimensão filosófica, abordam a esfera ética e política com uma firmeza irrepreensível. Desaconselhável para os dogmáticos da Filosofia e da Psicanalítica. Para os outros todos, uma deliciosa leitura.

CINEMA BOM E DE GRAÇA

Cine Clube Aliança Francesa , inicia nesta segunda 05/03, 18:30, com o filme Nha Fala . Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro), Entrada Franca. Uma comédia musical cheia de alegria, humor e otimismo, onde a heroína Vita é interpretada por Fatou N’Daye. A banda sonora é do lendário Manu Dibango. Nha Fala conta à história de uma garota proibida de cantar pelos pais, conseqüência de uma maldição ancestral que condena á morte toda a mulher da família que ouse quebrar esse tabu. Ao optar por estudar em França, Vita resolve cantar e gravar um CD, cujo sucesso é imediato. Com medo que a sua mãe descubra que quebrou a promessa, decide voltar e encenar a sua própria morte para melhor ressuscitar. É uma história contemporânea que pretende construir uma ponte entre Europa e África, e representa uma nova geração que respeita as tradições mas que quer viver no seu tempo.  

DISCURSIVIDADE

  " O homem, novo Aquiles perseguindo uma outra tartaruga, está fadado, em razão da captação de seu desejo no mecanismo da linguagem, a essa aproximação infinita e nunca satisfeita, ligada ao próprio mecanismo do desejo, que chamaremos simplesmente de discursividade." Lacan, Seminário V, 1957-58, p.127

A noção de sujeito na Psicanálise

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A Noção de Sujeito na Psicanálise Lacaniana Maria Holthausen Octavio Paz, logo no início de A dupla chama, diz que “tanto nos sonhos como no ato sexual abraçamos fantasmas. O nosso parceiro tem corpo, rosto e nome, mas a sua realidade, principalmente no momento mais intenso do abraço, dispersa-se em uma cascata de sensações que, por sua vez, se dissipam. Há uma pergunta que se fazem todos os apaixonados e que condensa em si o mistério erótico: ‘Quem é você?” Pergunta sem resposta, Os sentidos são e não são deste mundo”. Se para Octavio Paz o sentido está no mundo – que compreendemos como realidade discursiva – e fora dele; para Lacan, o sentido se capta por escapar. Nem tudo é dizível, nem tudo pode ser falado. Há algo  mais ainda,  que insiste além das tentativas da representação simbólica: o sentido é desejo, mas também é gozo. Sempre que falamos, escrevemos ou lemos, intervimos na rede de filiação dos sentidos. No entanto, lembra Orlandi, falamos, escrevemos e le...

TRANSFERÊNCIA E DROGADIÇÃO

Não há clínica sem transferência. Toda a clínica baseada no sujeito pressupõe a transferência, seja ela: médica, psicológica ou psicanalítica. Somente a clínica mecanicista, isto é, a que se constitui apenas pelos exames e medicações prescinde da transferência. Quando alguém procura um analista para marcar uma hora, dizemos que há uma demanda de atendimento, mas não há ainda transferência. A transferência se constituirá a partir das primeiras entrevistas. Para a clínica psicanalítica a transferência será o pivô, o eixo no qual gira, se desenvolve o tratamento . Por esse motivo é que para a psicanálise este termo ganha uma dimensão muito específica. Quando uma pessoa busca um analista, essa busca é vinculada à hipótese de que há um saber em jogo no seu sintoma. Ela quer saber o que se passa com ela: Porque repete uma conduta indesejável que não consegue parar? Qual a razão da sua inconformidade, se podia ser feliz com tudo que a vida lhe deu? Assim, se por um lado falta o saber, por ...

NOVA TRADUÇÃO DA OBRA DE FREUD

A editora Imago está realizando uma nova edição das obras completas de Sigmund Freud, sendo que o primeiro volume já foi lançado em meados de 2005, e o segundo recentemente: em 2006. Eis o que consta no site da editora: “A nova edição brasileira das obras de Freud agrupa os textos por eixos temáticos e está sendo publicada em duas etapas. Na primeira etapa serão publicados os textos mais lidos em psicanálise e obras que refletem a amplitude das idéias de Freud de interesse também para áreas afins, tais como sociologia, pedagogia, ciência política, antropologia, lingüística e ciências cognitivas. Os artigos e obras estão agrupados pelos seguintes eixos: Artes Plásticas e Literatura; A Vida Sexual; Compulsão, Paranóia e Perversão; Conferências de Introdução à Psicanálise; Escritos sobre Fenômenos Diversos da Psicologia; Escritos sobre a Psicologia do Inconsciente; Escritos sobre Técnicas Clínicas em Psicanálise; Questões da Cultura e da Sociedade e as Origens da Religião. Além desses te...

SOBRE A VIENA DE FREUD

Texto elaborado por Ligia Czesnat: VIENA FIN-DE-SIÉCLE SCORSKE, Cal. Viena fin-de-siécle: cultura e política . Trad. Denise Bottmann. S.P.: Cia das Letras, 1988. Contexto cultural do fim do século XIX Viena fin-de siécle , foi uma cidade que realizou inovações, através de sua intelligentsia , que viriam a ser conhecidas em toda a esfera cultural européia como “escolas” vienenses – principalmente na psicologia, história da arte e música. Mesmo nos campos onde as realizações austríacas tardaram mais a obterem o reconhecimento internacional – literatura, arquitetura, pintura e política, por exemplo -, os austríacos entregaram-se a reformulações críticas ou transformações subversivas de suas tradições, que foram reconhecidas pela sua sociedade como radicalmente novas, quando não efetivamente revolucionárias. O termo Die Jungen (os jovens), designação comum aos révoltés inovadores, difundiu-se entre as várias esferas da vida. Inicialmente empregado na política dos anos de 1870, em...

corpoemaprocesso / teatrodesessência

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Eu estou em posição de risco: qualquer traço, ou sulco profundo na superfície do objeto ; esboço; projeto; horizonte visual. Risco: penhasco alto; possibilidade de perigo; de perda ou ganho; responsabilidade pelo dano. Eu prefiro admitir que não haja mais nada a ser dito ou que o dito, a fala , não é o mesmo que afirmar que a linguagem fala “como consonância do quieto”, no modo de dizer do filósofo que busca, no poema, o falar da linguagem como o que se diz genuinamente (isto afirma Heidegger, a caminho da linguagem ). O que busco no poema é o que escapa à linguagem. Um descaminho. Se a experiência da linguagem e a linguagem da experiência estão em jogo no fazer a experiência da experiência, então é possível entrar no lugar vazio da escuta. Não de uma escuta que extraia o que é levado a soar em palavra, mas a escuta de um não- dizer próprio que se abisma fora da linguagem , no saber ouvir uma linguagem sem entendimento. Saber ir ao desencontro . Que lugar é este fora da linguagem ? ...

Um endereço virtual interessante

Muito interessante, criativo e corajoso o trabalho de Fernanda Magalhães. Artista, fotógrafa, performer, professora da universidade estadual de londrina e doutoranda em artes na unicamp. http://fermaga.blogspot.com/

REVISORA DE TEXTOS

Uma amiga recomenda: Carmem Cecília Pereira e-mail: revisartese@yahoo.fr

e-mail do Rogerio

O Rogério continuou pensando o discurso da última aula e elaborou uma questão muito interessante. Voltaremos a ela na próxima aula. “Ao ser indagado sobre a inclusão da Imagem Acústica de Saussure no Campo das Pulsões Parciais, afirmei que sim. Não obstante, devia estar errado, pois se a Imagem Acústica é uma das faces (inseparáveis) do signo saussuriano, juntamente com o conceito (Significante/Significado) ela só pode pertencer ao Campo do Outro, Campo A. Se entendi direito, o campo do Outro é o do Significante, da Linguagem (do assujeitamento), conceito que Lacan deriva do signo linguístico de Saussure, substituindo a noção de dualidade (faces inseparáveis) saussuriana pela noção de duplicidade, ou seja, liberdade, e prioridade, do significante com relação ao significado. É isso, Professora?”

PROGRAMA DO CURSO

Acompanha, concomitante a proposta deste Curso, a responsabilidade de instaurar um espaço de discursividade alinhavado por um desejo de transmissão. Sabemos, de acordo com o mito freudiano da horda primeva , que fundar um espaço nada mais é que tornar efetivo um ato assassino, que, como tal, é a invenção, a criação de um lugar entre aqueles mesmos que lhe dão corpo, laço de in-corpo-ração. Assim é que, para a psicanálise, as gerações não são o produto de uma genealogia ou de uma filiação, mas do assassinato, metafórico, do significante pelo significado. Nenhum pai é naturalmente pai. O Urvater freudiano á apenas um pai de construção discursiva pelo qual se radicaliza toda a ausência de um pai, anterior ao ato assassino. Nenhum analista pode crer num pai fundador. Ele não pode - pela razão mesma de que não há analista, mas apenas uma função analista -, imaginar sua tarefa de outra forma que numa reinvenção de um discurso no qual a função “autor” prevalece em relação a toda noção de “pai...