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Qual é sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?

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INÍCIO :  25/03/2018  DIA: SEGUNDAS FEIRAS HORÁRIO: 17H00 AS 18H30 LOCAL: UFSC - CFH - sala 307 ATIVIDADE ABERTA E GRATUITA Qual é sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?  Um olhar sobre Anna Kariênina , de Tolstói. A literatura, desde Freud, tem sido um caminho importante para a apresentação da intricada teia conceital da psicanálise. Em grupos heterogêneos, formados por estudantes de diversas áreas do saber, as figuras literárias permitem um diálogo franco com a teoria, sem correr o risco de escorregões no sigilo ético, tão fundamental na apresentação de casos clínicos.  Por essa via, nosso objetivo é abrir um espaço para a discussão, problematização e questionamentos do lugar da mulher na teoria psicanalítica.  Partindo da pressuposição lacaniana de que “A mulher não existe", pois não há no in-consciente a representação da mulher, propomos um retorno à teoria freudiana para melhor compreender à acepçã...

CURSO UFSC - 2018/1

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INÍCIO : 25/03/2018  DIA: SEGUNDAS FEIRAS HORÁRIO: 17H00 AS 18H30 LOCAL: UFSC - CFH - sala 307 ATIVIDADE ABERTA E GRATUITA

Questões da Clínica Contemporânea

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Maria Madalena e Édipo complexo: são novas narrativas necessárias na psicanálise contemporânea? Giovanna Bartucci “Há (…) uma estranha coincidência entre esse estado (…) anterior ao princípio de realidade e o universo da realidade virtual, nosso universo midiático (…), posterior ao princípio de realidade, onde o real e o virtual se confundem ” [1]. JEAN BAUDRILLARD.  Começarei, portanto, por uma coincidência – uma coincidência que ocorreu a Maria Madalena.  Maria Madalena   Maria Madalena tinha em torno de seus 45 anos. Não tinha filhos, mantinha um casamento que lhe era aparentemente insatisfatório. Ainda que a metrópole não lhe fosse estranha, tinha um ar de quem estava sempre chegando. Quem sabe sempre partindo?  Tendo migrado para a cidade grande na juventude, Maria Madalena se formou, conquistou para si uma profissão, fez amigos, casou-se, separou-se, casou-se ainda outra vez. Mas as coisas começaram a desandar no momento exat...

SOBRE O NARCISISMO

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Nova economia do narcisismo  Colette Soler Não acreditem que meu título venha do fato de que peguei o vírus da novidade a qualquer preço, o que caracteriza nossa época. Não é absolutamente o caso, pois não gosto realmente dessa epidemia. Estou trabalhando sobre esse tema a partir de duas fontes. Primeiramente, faz muito tempo que tenho impressão de que aquilo que retivemos do ensino de Lacan, essencialmente antes dos anos 1965, não permite pensar nem responder às evoluções da época em todos os níveis – dos costumes, das estruturas sociais, dos instrumentos técnico-científicos. Dito de outra maneira, acho que os instrumentos teóricos da prática dos analistas não são atuais neste início de século. Tampouco são atuais quanto a Lacan, pois como ignorar que ele mesmo operou mudanças de perspectivas consideráveis? Essa mudança é considerável no que concerne o narcisismo. Primeiro, colocou-o por conta do imaginário, isso é notório, mas um imaginário subordinado à cadeia ...