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Homossexualidade e Psicanálise

A relação entre psicanálise e homossexualidade dificilmente pode ser considerada estável. A posição do próprio fundador da disciplina, que possuía uma compreensão “ perversa polimorfa ” da sexualidade, na qual “ todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e que de fato a consumaram no inconsciente ”, era que a homossexualidade “ não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença ” Apesar disso, durante décadas as instituições psicanalíticas promoveram uma visão moralizante da conduta sexual, entronizando a heterossexualidade reprodutiva como destino de uma sexualidade supostamente normal. Este debate perpassou a história da psicanálise, sendo abordado de maneiras diversas na esteira dos seus movimentos teóricos e instituições. Dois psicanalistas do Rio de Janeiro, Antonio Quinet (UVA) e Marco Antonio Coutinho Jorge (UERJ), propõem retomar os conceitos de Freud e de Lacan para trazer à luz para ...

Dicas de Leituras

LIVROS DE CONTOS DISTRIBUIDOS GRATUITAMENTE ENTRARAM  NA MODA DE VEZ Em menos de 1 mês o mercado editorial sofreu uma reviravolta. Depois que a editora Curitiba Tulipas Negras Editora estreiou no mercado editorial com uma proposta interessante. A partir do slogan “Conto não vende? Ótimo. Só publicamos contos”, agora é a vez da também Curitibana CODE publicar e distribuir gratuitamente livros de contos. A novidade, porém, é que além das versões impressas os livros de contos também podem ser baixados em versões para serem lidos em Tablets e em PDF. A editora já que inaugura um novo selo - CODE - pretende com ele trazer a público novas possibilidades de leitura a partir do conto. na estréia traz o escritor paranaense Geraldo Peçanha de Almeida. O texto, quase proibido para menores, conta a história de Valentina, uma mulher que sempre espera por um amor que nunca se realiza. Embora seus encontros com homens não tenham sido escassos o que ela sente falta mesmo é daquele s...

Livrateria

A Livrateria inaugura sua loja oferecendo  três clássicos da literatura  de presente para você. Para pegar seus e-books (livros digitais), visite o nosso site e consulte os títulos em destaque. loja.livrateria.com.br Se gostar,  não esqueça de indicar  a loja da Livrateria para seus amigos! Atenciosamente, Alexandre Silva loja.livrateria.com.br

Virtualização dos saberes

Na discussão sobre se o virtual é real, Pierre Lévy defende que a interação e troca do conhecimento, propiciados pela Cibercultura, possibilita ao homem participar de uma "inteligência coletiva", que funcionará como instrumento para resgatar a sua subjetividade. O advento das tecnologias eletrônicas na Cultura contemporânea conduz a uma frutífera­ reflexão sobre a questão da virtualização dos saberes, circunstância própria da era informática na qual, de uma maneira geral, estamos todos inseridos. Certamente, jamais encontramos tanta facilidade para a divulgação imediata de conteúdos tal como atualmente existe no sistema informático, circunstância que, interpretada por um viés otimista, representa uma democratização do processo de criação intelectual e sua consequente difusão pública. Nessas condições, Pierre Lévy afirma: "As atividades de pesquisa, de aprendizagem e de lazer serão virtuais ou comandadas pela economia virtual. O ciberespaço será o epicentro do mercad...

CONVITE

Quinta feira dia 22 de Março - Mostra de Documentarios do NAVI – UFSC projeção ao ar-livre na Praça da Lagoa 20 horas : “Sinfonias Urbanas” “Homem com a camera de filmar” dir: Dziga Vertov, 1929, 67’  Homem com a camera de filmar é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov. “Rien que les heures” dir: Alberto Cavalcanti, 1926, 60’ Alberto Cavalcanti, cineasta brasileiro – pouco conhecido por aqui - antecipa as sinfonias urbanas ...

O risco de ser autoritário

Há um risco de sermos enganados quando o debate toma o rumo da convergência. Por: Renato Janine Ribeiro Há um risco de sermos enganados quando o debate toma o rumo da convergência. Num momento alto da obra de Platão, um sofista ataca o diálogo socrático, que pareceria justamente a forma mais igualitária de cooperação intelectual: “Como és autoritário, Sócrates!” Haveria um autoritarismo embutido na condução delicada, gentil, mas nem por isso menos perigosa, dos argumentos pelo grande mestre da Filosofia. Daí, nasce toda uma escola de desconfiança em face dos diálogos. Os desconfiados incluem certamente Nietzsche, talvez Pascal, com certeza os psicanalistas. Eles não querem seguir uma argumentação. Esta, com toda a sua aparente limpidez, oculta emboscadas terríveis. É melhor pensar a linguagem, não como o lugar da cooperação e da compreensão mútuas, mas como o do engano, proposital ou não, do outro ou de nós mesmos. O mais óbvio, disse-me uma vez um psicanalista, não é nos ente...

Lançamento

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Entrevista com Antonio Quinet Por que decidiu pesquisar o outro na obra de Lacan e como foi esse percurso? Tomei a liberdade de salientar a importância do conceito de alteridade na psicanálise, que foi tão desenvolvido por Lacan, concomitante ao conceito de sujeito. Não há sujeito sem o outro, em qualquer ponto que se tome na teoria lacaniana. Esse atrelamento do sujeito com a alteridade é o que constitui a dor a a delícia de cada um na sua relação com os outros - tão complexa e tão fundamental. Os outros não são apenas um inferno, como afirmou o personagem de Sarte em Huis clos , mas também o purgatório, o céu, a terra, o ar e a a água. Uso aqui essa metáfora, para acentuar a diversidade e a multiplicidade do que constitui a alteridade para o humano. A ideia deste texto veio do convite que recebi para inaugurar as conferências preparatórias de Jacques Derrida no Brasil. Eu queria fazer dialogar os diferentes conceitos do outro em Lacan com o que Derrida propõe - a partir de ...

Norma Profissional e Posição Ética

Confira a coluna do jornalista Hélio Schwartsman da Folha de São Paulo intitulada "A Cura Gay" Texto publicado no jornal Folha de São Paulo, em 01/03/2012, pelo jornalista Hélio Schwartsman. A CURA GAY O clima é de guerra. De um lado, estão os gays e os Conselhos de Psicologia, em suas vertentes federal e regionais, de outro, os cristãos, mais especificamente o povo evangélico. O tema do embate é (aqui não há como evitar as aspas) "a cura da homossexualidade". O certame teve início nos anos 90, quando militantes do movimento gay, em particular a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), começaram a denunciar aos conselhos os autointitulados psicólogos cristãos, que prometiam curar homossexuais. A ABGLT pedia punições a esses profissionais com base no Código de Ética do Psicólogo, que, em seu artigo 2º, b, proíbe: "induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, ...