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Mostrando postagens de Abril 16, 2006

PROGRAMA DO CURSO

Acompanha, concomitante a proposta deste Curso, a responsabilidade de instaurar um espaço de discursividade alinhavado por um desejo de transmissão. Sabemos, de acordo com o mito freudiano da horda primeva, que fundar um espaço nada mais é que tornar efetivo um ato assassino, que, como tal, é a invenção, a criação de um lugar entre aqueles mesmos que lhe dão corpo, laço de in-corpo-ração. Assim é que, para a psicanálise, as gerações não são o produto de uma genealogia ou de uma filiação, mas do assassinato, metafórico, do significante pelo significado. Nenhum pai é naturalmente pai. O Urvater freudiano á apenas um pai de construção discursiva pelo qual se radicaliza toda a ausência de um pai, anterior ao ato assassino. Nenhum analista pode crer num pai fundador. Ele não pode - pela razão mesma de que não há analista, mas apenas uma função analista -, imaginar sua tarefa de outra forma que numa reinvenção de um discurso no qual a função “autor” prevalece em relação a toda noção de “pai”.…