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Mostrando postagens com o rótulo Slavoj Zizek

Não existe grande Outro - psicanalise e cultura

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Não existe grande Outro Nestes últimos anos, uma nova onda triunfante proclama a morte da psicanálise: graças aos avanços recentes das neurociências, aí está ela, relegada ao lugar onde desde sempre pertenceu, no quintal pré-científico e obscurantista da busca dos sentidos ocultos, em companhia dos confessores religiosos e dos decifradores dos sonhos. Como disse Todd Dufresne, ninguém na história do pensamento humano esteve tão enganado sobre seus postulados fundamentais – com exceção de Marx, acrescentariam alguns, sem dúvida.  E, de fato, como se poderia prever, em 2005, o lamentavelmente célebre   Livro negro do comunismo , somando todos os crimes do comunismo, foi seguido do Livro negro da psicanalise enumerando todos os erros teóricos e todas as manipulações clínicas da psicanálise. Nesse sentido negativo, pelo menos, a solidariedade profunda entre o marxismo e a psicanálise agora é mostrada aos olhos de todos. Há algo de verdadeiro nessa oração...

Zizek: Charlie Hebdo fora dos clichês

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Žižek: Pensar o atentado ao Charlie Hebdo É agora – quando estamos todos em estado de choque depois da carnificina na sede do  Charlie Hebdo –  o momento certo para encontrar coragem para  pensar . Agora, e não depois, quando as coisas acalmarem, como tentam nos convencer os proponentes da sabedoria barata: o difícil é justamente combinar o calor do momento com o ato de pensar. Pensar quando o rescaldo dos eventos esfriar não gera uma verdade mais balanceada, ela na verdade normaliza a situação de forma a nos permitir evitar as verdades mais afiadas. Pensar significa ir adiante do   pathos  da solidariedade universal que explodiu nos dias que sucederam o evento e culminaram no espetáculo de domingo, 11 de janeiro de 2015, com grandes nomes políticos ao redor do globo de mãos dadas, de Cameron a Lavrov, de Netanyahu a Abbas – talvez a imagem mais bem acabada da falsidade hipócrita. O verdadeiro gesto  Cha...

Como ler Lacan - Slavoj Zizek

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Nunca defendi a ideia de que ler Lacan é uma tarefa fácil. Mas, acho que algumas leituras de Lacan são fascinantes. Entre elas, a do filósofo esloveno Slavoj Zizek. Em seu último livro editado no Brasil – Como ler Lacan , da editora Zahar – Zizek, novamente, acerta o ponto de sua estranha alquimia. Num estilo claro, mas nada despretensioso, o filosofo erudito e pop , nos leva a uma bela viagem ao mundo lacaniano através do modelo de leitura do próprio Lacan. “Lacan era um leitor e intérprete voraz; para ele, a própria psicanálise é um método de leitura de textos, orais (a fala do paciente) ou escritos. Não há maneira melhor de ler Lacan, então, que praticar seu modo de leitura e ler os textos de outros com Lacan. Assim, cada capítulo desse livro vai confrontar uma passagem de Lacan com um outro fragmento (de filosofia, de arte, de cultura popular r ideologia). A posição lacaniana será elucidada através da leitura lacaniana do outro texto.”

"O Superego Pós-Moderno

Fragmentos do texto: O superego pós-moderno, de Slavoj Zizek ..... Em “Os Homens são de Marte, As Mulheres São e Vênus” (1992), John Gray propõe uma versão vulgarizada da psicanálise narrativista-desconstrucionista. Já que, em última análise, “somos” as histórias que contamos a nosso próprio respeito, a solução do impasse psicológico reside, propõe Gray, em reescrever de maneira “positiva” a narrativa de nosso passado. O que ele tem em mente não é apenas a terapia cognitiva padronizada de transformar as falsas “crenças negativas” que temos a nosso próprio respeito na afirmação de que somos amados pelas outras pessoas e capazes de alcançar realizações criativas, mas um procedimento pseudofreudiano mais “radical” de regressar ao palco da ferida traumática primordial. Gray aceita a noção de uma experiência traumática na primeira infância que deixa uma marca permanente no desenvolvimento posterior do sujeito, mas lhe confere uma versão ou um desenvolvimento patológico. O que...