quarta-feira, março 31, 2010

Cinema




O Fórum de Ciência e Cultura (FCC) em colaboração com a Escola de Comunicação e o curso de Direção Teatral da UFRJ têm a alegria de convidá-los para o início da mostra. A Cena do Cinema que pretende discutir as relações entre cinema, teatro e performance em filmes brasileiros contemporâneos, talvez como alternativas à hegemonia da tradição da telenovela e de um teatro naturalista.
Teremos entre os convidados David França Mendes, Susana Ribeiro, Kiko Goifman, Jean-Claude Bernardet, Mario Bortolotto, José Eduardo Belmonte entre outros. No dia 6 de abril, às 19 h., no Salão Moniz de Aragão do FCC será exibido. A Falta que nos Move. (100 min.) seguido de um debate com a diretora Christiane Jatahy e os atores Marina Vianna e Pedro Brício.
Para qualquer dúvida sobre a localização consultar www.forum.ufrj.br Contamos com sua presença e divulgação para eventuais interessados.



Denilson Lopes, Superintendente de Difusão Cultural do FCC/UFRJ


quarta-feira, março 10, 2010

Curso: O Alienista, as Psicoses e a Fenomenologia





Ministrante: Prof. Dr. Marcos José Müller-Granzotto



Semestre: 2010 /1 - 15 semanas - Créditos: 4 (quatro)
Horário: 3a feira, 13:30 às 16:30

Programa


I – INTRODUÇÃO: LOUCURA E FICÇÃO

1. A ficção no limiar entre a teoria e a loucura
2. A ficção fenomenológica sobre a loucura: lapso intencional
3. A ficção psicanalítica sobre a loucura: falta da falta
4. A ficção gestáltica sobre a loucura: ajustamento de busca
5. A ficção ético-política sobre a loucura: “Simão Bacamarte em Casa Verde”


II – FENOMENOLOGIA DA PSICOSE

1. Fenomenologia filosófica: na encruzilhada entre a psicose e o naturalismo
2. Fenomenologia filosófica e fenomenologia psiquiátrica: a psicose entre o transcendental e o empírico.
3. História da fenomenologia psiquiátrica: da fenomenologia psiquiátrica descritiva às fenomenologias psiquiátricas genéticas
4. Diferença entre fenômeno psicótico e sintoma psiquiátrico segundo a fenomenologia psiquiátrica
5. Fenomenologia como “saber psiquiátrico” e a intervenção psiquiátrica como “discurso do mestre”

I – PSICODINÂMICAS DA PSICOSE

1. Psicose na literatura freudiana
2. A psicose na “primeira clínica” lacaniana
3. A psicose na “segunda clínica” lacaniana
4. Prejuízos estruturalistas às psicodinâmicas psicanalíticas da psicose

IV – PSICOSE À LUZ DA GESTALT

1. Psicose na literatura de base da GT
2. Gênese da Psicose a partir da teoria do self: comprometimento da função id
3. Psicose como ajustamento
4. Diferença entre ajustamento psicótico e surto: o sofrimento ético-político no campo da psicose

V – SIMÃO BACAMARTE EM CASA VERDE

1. A invenção teórica da loucura
2. A terapêutica da alienação da loucura
3. A alienação da terapêutica na loucura
4. O surto da hipocrisia


Avaliação

Os alunos deverão, a partir de uma obra de arte escolhida a critério de cada qual, produzir uma monografia de disciplina, o qual deverá ser lido por um colega e pelo professor.


Referências bibliográficas

ASSIS, Machado de. O alienista. SP: FTD, 1994 (Grandes Leituras)

BENETI, Antônio. 2005. Do discurso do analista ao nó borromeano: contra a metáfora delirante.Opção lacaniana Online. Maio, p.1-17

BUARQUE, Sérgio. 2007. Verbete “Psicose”, In: D’ACRI, Gladys; LIMA, Patrícia (Ticha); ORGLER, Sheila (org.). Gestaltês. Dicionário de Gestalt-terapia. Summus, p. 177-180.

CABAS, Antônio Godino. 1988. A função do falo na loucura. Trad. Cláudia Berliner. Campinas: Papirus.

CALLIGARIS, Contardo. 1989. Introdução a uma clínica diferencial das psicoses. Porto Alegre: Artes Médicas.

FREUD, 1924. A perda da realidade na neurose e na psicose, In: Edição Standard Brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Estabelecida por James Strachey e Anna Freud. Trad. José Otávio de Aguiar Abreu. SP: Imago. VOL. XIX

LACAN, Jacques. 1956. O seminário. Livro 3: as psicoses. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Trad. Aluísio Menezes. 2.ed.Rio de Janeiro: Zahar, 2002.

______. 1964. O seminário. Livro 11: os quatro conceitos fundamentais da
psicanálise. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Trad. M. D. Magno. 2.ed.Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

_____. 1972. O seminário. Livro 20: mais, ainda. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Trad. M.D. Magno. 2.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.

MERLEAU-PONTY, Maurice(1964a) . Le visible et l'invisible. - Paris: Gallimard.

_____. (1992) O visible e o invisível. Trad. J. A. Gianotti. SP: Perspectiva


_____ (1964b) . L'oeil et l’esprit. - Paris: Gallimard.

_____. (2004) O olho e o espírito. Trad. Paulo Neves e Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. SP: Cosac & Naify.

_____ (1969) . La Prose du monde. - Paris: Gallimard.


MÜLLER-GRANZOTTO, M.J. & R.L. 2007. Fenomenologia e Gestalt-terapia. SP: Summus.

______. Clínica dos ajustamentos psicóticos: uma proposta a partir da Gestalt-terapia. IGT NA REDE. 8 (1), 2008. http:/www.mullergranzotto.com.br

QUINET, Antônio. Psicose e laço social – esquizofrenia, paranóia e melancolia. RJ: Jorge Zahar, 2006.

STEVENS, Alexandre. 2000. Por uma clínica mais além do pai. A renovação da clínica de Lacan. Agente. Revista de psicanálise. VII, (13), 30-35, nov 2000.

TATOSSIAN, Arthur. 2006. Fenomenologia das psicoses. Trad. Célio Freire. São Paulo: Escuta.

terça-feira, março 09, 2010

A escrita é uma zona erógena





É preciso escrever para reinventar continuamente a ilusão. Escrever é também, de certo modo, recusar ao pensamento a seriedade dos sistemas e permitir assim a livre circulação dos fantasmas. (...) Somente a escrita tem o poder de denunciar o saber e de fazer aflorar no texto a vida pulsional do pensamento. (...) A superfície produzida no ato de escrever é a da pele: a escrita é uma zona erógena.


Pierre Fédida

HILFLÖSIGKEIT - DESAMPARO

ENTRE ANGÚSTIA E DESAMPARO Jacques André* À guisa de introdu ç ão, eu desejaria evocar um artigo de Winnicott publicado em 197...