Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Antonio Quinet

PSICANÁLISE: O TEMPO DA SESSÃO

Imagem
Perante o sintoma todo relógio é mole  Antonio Quinet    Todas as tentativas de Freud de fixar o tempo de uma análise fracassaram quando não causaram dano maior ao paciente, como no caso, segundo Lacan, do Homem dos Lobos. Tampouco há como prever o tempo de duraç ã o de entrevista prévia e necessária a essa entrada. E, uma vez estabelecida a transferê n cia analítica duas vertentes temporais estarão em jogo: a vertente sem fim, própria à cadeia significante do sujeito e a vertente disruptiva e atemporal do ser em sua modalidade de gozo. A primeira é a vertente interminável que inclui a temporalidade da sucessão própria à associaç ã o livre com o passado; presente; futuro, a retroaç ã o característica da experiê n cia de significac ̧ ão na rememoraç ã o e a prospecç ã o que o futuro infinito do desejo imprime no Inconsciente. A segunda é a vertente terminável conceitualizada como o encontro com o rochedo da castrac ̧ ão e por Lacan como "a soluç ã o do enigma ...

Homossexualidade e Psicanálise

A relação entre psicanálise e homossexualidade dificilmente pode ser considerada estável. A posição do próprio fundador da disciplina, que possuía uma compreensão “ perversa polimorfa ” da sexualidade, na qual “ todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e que de fato a consumaram no inconsciente ”, era que a homossexualidade “ não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença ” Apesar disso, durante décadas as instituições psicanalíticas promoveram uma visão moralizante da conduta sexual, entronizando a heterossexualidade reprodutiva como destino de uma sexualidade supostamente normal. Este debate perpassou a história da psicanálise, sendo abordado de maneiras diversas na esteira dos seus movimentos teóricos e instituições. Dois psicanalistas do Rio de Janeiro, Antonio Quinet (UVA) e Marco Antonio Coutinho Jorge (UERJ), propõem retomar os conceitos de Freud e de Lacan para trazer à luz para ...

Lições de Stonewall a São Paulo

1969, Stonewall, Nova York. 2009, atentado com bomba na Parada Gay em São Paulo. Após sucessivas batidas policiais com humilhação e prisão no Bar Stonewall, reduto gay do Greenwich Village em NY, os homossexuais reagiram e se rebelaram contra a polícia; a rebelião ganhou o apoio dos passantes e os policiais recuaram. É o marco histórico do início do movimento de emancipação e liberação dos homossexuais e do combate à homofobia. No ano seguinte, deu-se a primeira Parada Gay. Em São Paulo, além da bomba atirada numa sacola do alto de um prédio, outras agressões deixaram rapazes feridos. Um deles morreu. Aos 40 anos de Stonewall, ataques como o de São Paulo estão além da homofobia. São atos de homoterrorismo. Apesar das transformações nos costumes e leis e da maior liberdade de expressão da opção sexual, prevalece, mundo afora, a repressão através de atos de guerra. No Brasil, o número de assassinatos de homossexuais aumentou 55% em 2008 em relação ao ano anterior, revela a pesquis...