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SEXUALIDADE NA PSICANÁLISE E ONTOLOGIA

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                                 Sexualidade e ontologia   Alenka Zupancic Traduc ̧ ão:  Ariana Lucero   O lugar central da sexualidade na psicanálise foi, frequentemente, e continua a ser, uma questão controversa. Especialmente quando, com Jacques Lacan, a psicanálise entrou na cena da filosofia contemporâ n ea e, desde então, se tornou um importante ponto de referê n cia nessa cena, essa questão é frequentemente levantada nos debates concernentes à relac ̧ ão entre a filosofia e a psicanálise. Muitas noç õ es psicanalíticas (e especialmente as lacanianas) parecem perfeitamente aceitáveis para a filosofia, mas, então, existem aquelas ‘noç õ es sexuais’ que parecem ser bem mais problemáticas. Sugeriu-se, por exemplo, que a insistê n cia no sexual ‘particulariza’ a psicanálise e, por conseguinte, a priva de um alcance mais universal, o qual a filosofia possui. Isso é realmente...

Alenka Zupančič: sobre o mal

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Sobre o mal:  uma entrevista com Alenka Zupan Č i Č “Aqui, novamente, o termo “mal radical” não se refere a algum conteúdo empírico de nossas ações ou à “quantidade de mal” causado por elas. Na minha visão, é completamente errado relacionar essa noção kantiana a exemplos tais como o Holocausto, assassinatos em massa, massacres, e assim por diante. O mal radical não é algum ato mais horrível; sua “radicalidade” está ligada ao fato de que renunciamos a possibilidade de agir a partir de princípios. É radical porque ele perverte as raízes de toda conduta ética possível, e não porque ela toma a forma de algum crime terrível. Eu disse antes que a principal função da noção kantiana do bem é manter aberto o espaço para o incondicional ou, para usar outra palavra, para a liberdade. O mal radical poderia ser definido como aquele que fecha este espaço.” Christoph Cox:  Nos últimos anos, temos visto um acentuado retorno à “questão do mal” entre filósofos e teóricos d...