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Mostrando postagens com o rótulo Cinema

PERSONA: A poesia de Bergman

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PERSONA - Ingmar Bergman 1966 - Suécia Ingmar  Bergman  -   14 de julho de 1918 30 de julho de 2007 A proposta deste apresentação não é fazer análise do filme,  mas trazer algumas pontuações que provoquem o debate.* Enredo: O filme está concentrado na relação de duas mulheres. Uma delas é uma atriz de sucesso, cuja idade se aproxima dos 40 anos, Elizabeth Vogler, que sofre um enigmático colapso mental cujos principais sintomas são o mutismo e uma prostração quase catatônica. O colapso de Elizabeth surge depois de uma apresentação da peça Electra, de Sófocles. A outra personagem é a jovem enfermeira de 25 anos, Alma, encarregada de cuidar de Elizabeth, inicialmente na clínica e depois, na casa de praia oferecida pela psiquiatra responsável pelo “tratamento"de Elizabeth. Entre esses dois cenários, acompanhamos por mais de uma hora as aventuras dessas duas mulheres confinadas em uma relação angustiante e apaixonada.  O cenário: Tanto na...

O Cinema de Pedro Almodóvar

Francisco Bosco Aos dezesseis anos, Pedro Almodóvar mudava-se para Madri, sozinho e sem dinheiro, a fim de estudar cinema. Muitos anos depois, ele diria dessa experiência: "Eu me acostumei à realidade (eu a assumi, como se assume a doença de alguém que se ama)". Essa relação, ou melhor, esse vínculo entre realidade, doença e amor é o que, em sua obra, instaura uma insuspeitada dimensão política. Mas esse mesmo vínculo é o que decisivamente diferencia o cinema político de Almodóvar de um pensamento político tão bem intencionado (talvez) quanto desastroso (certamente): para este, a realidade também é uma doença, uma imperfeição cuja complexidade deve ser reduzida a golpes de idealismo e brutalidade; enquanto, para Almodóvar, a realidade é uma imperfeição incurável que nos obriga primordialmente a amá-la. O amor à realidade, que exige a assunção de sua complexidade irredutível,* surge aí como prevenção da brutalidade - e é nesse ponto que seu cinema se torna político. V...

Roteiro da Felicidade: Jurandir F. Costa

Roteiro social da felicidade JURANDIR FREIRE COSTA Vamos ao tesouro da sabedoria popular. Conta-se que um louco procurava algo sob o facho de luz de um poste. Outro louco se aproxima, pergunta o que ele estava procurando e obtém como resposta uma chave! O segundo louco pergunta se ele tem certeza de que perdera a chave naquele lugar. O primeiro diz que não, mas só ali havia bastante luz para que se pudesse ver alguma coisa. O segundo, espantado, diz que o primeiro é louco e propõe que ambos procurem a chave no escuro. A emenda é tão ruim quanto o soneto. Procurar o que se perdeu no lugar errado, só porque está iluminado, ou no lugar certo, mas onde nada se pode enxergar, são duas saídas insensatas, pois ou nunca encontraremos o que queremos achar, ou, se acharmos, não poderemos reconhecer o que encontramos. A anedota pode metaforizar, para alguns, a cegueira do destino humano, às voltas com o malogro inelutável da ilusória realização do desejo. Entre o desejo e o obje...
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PSICANÁLISE VAI AO CINEMA "O Cheiro do Ralo" Neste filme, Selton Mello interpreta Lourenço, um comprador de objetos usados que negocia com pessoas geralmente desesperadas por dinheiro, com as quais desenvolve um jogo perverso. Num encontro casual, se vê obrigado a relacionar-se com uma mulher usando uma moeda diferente: o afeto. Para Heitor Dahlia, diretor da comédia, o cheiro do ralo é aquele lugar que todo mundo tem escondido, aquelas coisas obscuras do ser humano. Na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2006, foi eleito o melhor filme pelo júri, que o tratou como a junção de um fino humor negro com reflexões psicológicas e sociais. Debatedores convidados: Maria Holthausen - Psicanalista; Doutora em Teoria Literária. Manoel Ricardo de lima- Escritor; Professor de Literatura Portuguesa na UFSC. Data/hora: 14/11/07 às 19h00.Local: Sala multimídia do CIC. Atividade livre e gratuita