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O obsessivo e seu desejo, segundo o Seminário V de Lacan.

A Dialética da Demanda e do Desejo.... O desejo para o obsessivo se apresenta de forma evanescente, diz Lacan no Seminário V. Essa evanescência do desejo é efeito da dificuldade, do sujeito obsessivo, na relação com o Outro; na medida em que o campo do Outro é o lugar onde se ordena o desejo. Se, conforme Lacan, o desejo se ordena pelo significante. É no interior do campo Simbólico que o sujeito é obrigado a se exprimir e produzir um efeito de significante, isto é, um significado. Esse é o pacto da constituição do sujeito da linguagem, fora de qualquer imanência. É no interior da experiência que o sujeito tem com a linguagem que vem se formular sua relação com o desejo. A relação do sujeito com o Outro, e com a vida, é simbolizada por um engodo, uma isca, cujo ponto de referência é o significante do falo. O falo como simbólico tem por tarefa orientar o ser humano com relação a um significado, assim sendo orienta o desejo, e por esta razão se encontra numa posição privilegiad...

O obsessivo e seu desejo

O obsessivo e seu desejo, segundo o Seminário V de Lacan. O desejo para o obsessivo se apresenta de forma evanescente, diz Lacan no Seminário V. Essa evanescência do desejo é efeito da dificuldade, do sujeito obsessivo, na relação com o Outro; na medida em que o campo do Outro é o lugar onde se ordena o desejo. Se, conforme Lacan, o desejo se ordena pelo significante. É no interior do campo Simbólico que o sujeito é obrigado a se exprimir e produzir um efeito de significante, isto é, um significado. Esse é o pacto da constituição do sujeito da linguagem, fora de qualquer imanência. É no interior da experiência que o sujeito tem com a linguagem que vem se formular sua relação com o desejo. A relação do sujeito com o Outro, e com a vida, é simbolizada por um engodo, uma isca, cujo ponto de referência é o significante do falo. O falo como simbólico tem por tarefa orientar o ser humano com relação a um significado, assim sendo orienta o desejo, e por esta razão se encontra n...

O desejo e o sujeito histérico:

O sujeito histérico é, por "natureza", eternamente insatisfeito. Com medo de um gozo arrebatador que poderia enlouquecê-lo, ele se defende com a fantasia inconsciente, da impossibilidade de concretizá-lo. Assim, em suas relações, o Outro é sempre causador de insatisfação. Para sustentar este estado de insatisfação, no seu imaginário, o histérico transforma realidade em fantasias, sexualiza o que não é sexual, encarna uma sensualidade provocadora mas acaba por frustrar o Outro para continuar como ser insatisfeito. Nega a relação sexual, anestesiando seus órgãos genitais mas, por outro lado, faliciza globalmente o corpo. O desejo do histérico é um desejo de insatisfação.