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Mostrando postagens com o rótulo Psicanálise e Literatura

CONTEXTUALIZANDO ULISSES DE JAMES JOYCE

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  CONVITE O Seminário “Contextualizando Ulisses” será uma forma de empreender uma leitura efetivamente ativa do grande romance de James Joyce, Ulisses, utilizando para-textos e outras referências para não apenas decifrar seus enigmas, mas, sobretudo, conquistar o prazer do texto que lhe é devido. A ideia é oferecer um guia de leitura para o texto de Joyce apresentando, em cada um dos encontros, as suas linhas mestras e seus sentidos possíveis, capítulo por capítulo. Destina-se a estudantes e amantes das letras e da literatura, filósofos, psicólogos e psicanalistas. Para participar do Seminário precisará ter o livro em mãos, já que ele será a base de nossos estudos.  Existem três traduções de Ulisses disponíveis em português. Os participantes podem escolher qual delas mais lhe convier.  Os Seminários serão apresentados por  Gustavo Capobianco Volaco:  psicanalista, professor, doutor em literatura pela UFSC – tese: The Funny Can Wake - e Pós-Doutor em Psicolo...

ADORÁVEIS MULHERES

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MULHERZINHAS Louisa May Alcott              LOUISA MAY ALCOTT • Nasc: 29 de novembro de 1832 em Germantown, hoje parte da Filadélfia-USA; • Filha de Amos Bronson Alcott (transcedentalista) e Abby May (assistente social); • Iniciou a sua educação em casa e as suas lições eram dadas principalmente pelo seu pai, mas ela também teve lições com professores renomados e conviveu com grandes nomes das artes de sua época; • O Livro Little Woman , baseado na via da autora, foi uma encomenda com a recomendação que deveria ser para meninas e deveria finalizar com casamentos. Teve sucesso instantâneo e no ano seguinte foi editado a sequência chamada de Good Wives , editados juntos em 1880; Resumo: Com o pai na guerra e uma mãe ocupada, as jovens Meg, Jo, Beth e Amy (16, 15, 13 e 12 anos) crescem juntas. De diferentes personalidades, nem sempre o convívio entre as quatro irmãs é dos mais amigáveis, mas o...

O PERIGO DE UMA HISTÓRIA ÚNICA: Literatura e Artes Plásticas

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O Perigo de Uma História Única  De:  Chimamanda Ngozi Adichie A autora nasceu e cresceu na Nigéria, passou sua infância no Campus universitário no leste da Nigéria. Cresceu lendo contos infantis de autores britânicos e americanos, obras que influenciaram suas impressões de literatura, e quando jovem sua escrita os imitavam. Quando começou a ter contato com autores africanos disponíveis, sua visão sobre a literatura mudou.  Buscou seu lugar na literatura onde meninas como ela também existiam. Demostrando quão vulneráveis somos diante de uma história única, especialmente durante a infância. Mas, além disso, o perigo de uma história única, estão presentes em todos os lugares que passamos, julgando as pessoas, da qual só vemos sua condição do momento, e como ela mesma ressaltou em relação ao  Fide , assim como muitos outros pré-conceitos que surgem de imediato sem ao menos procurar entender os motivos ou causas daquilo que parece ser....

A INGÊNUA LIBERTINA

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Como acompanhar a narrativa da jovem Minne sem lembrar de outras personagens que retrataram a figura da mulher burguesa bem casada, mas insatisfeita e descontente com o papel de esposa? Como não lembrar, por exemplo, das duas mais famosas personagens do século XIX: Madame Bovary, Anna Karenina?  Contudo, apesar das semelhanças entre essas três personagens, uma dessemelhança fundamental se apresenta entre elas: Minne não é levada a um final trágico, como os de Emma e Anna. Certamente não podemos deixar de nos interrogar sobre, ao menos, dois fatores que poderiam esclarecer essa significativa diferença.  Em primeiro lugar, a mudanças de valores morais do século XIX para o século XX. Lembremos que o século XIX foi marcado pela inflexível moral vitoriana que, conforme Freud, produziu uma rígida repressão sexual na sociedade civilizada. Em segundo lugar, arriscamos sugerir a questão de gênero na narrativa ficcional: Emma e Anna foram construídas por mãos masculinas, ...

A MOÇA DO INTERNATO: PSICANÁLISE E LITERATURA

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Madonna de Andrea del Sarto O que o Outro materno quer de mim? A Moça do Internato  foi publicado na Rússia, pátria da autora, em 1861. Nesse mesmo ano, nascia em São Petersburgo – Império Russo, a filósofa, escritora e psicanalista Lou Andreas-Salomé.  Esta feliz coincidência, permite-nos abrir um espaço para associar a trajetória de vida de Lou Andreas-Salomé com a da personagem Liôlienka, tendo como ponto de ancoragem o significante da  feminilidade . Para isso, partimos da premissa de que ambas, a mulher e a personagem, atravessam a posição feminina idealizada pela sociedade patriarcal.  A conhecida frase de Simone de Beauvoir - “Não se nasce mulher, tona-se mulher.” – espelha o pensamento freudiano retratado no texto  A Feminilidade , de 1933: “não queremos descrever o que a mulher é – isso seria para ela uma tarefa impossível de resolver -, mas, sim, pesquisar como ela se torna mulher...” [i] Partimos, portanto, do pressuposto que...

PSICANÁLISE E LITERATURA

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O estranho em Campo de Sangue Texto apresentado na reunião do Grupo de Leitura, em agosto de 2019. O livro escolhido para esse encontro foi  Campo de Sangue,  da escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso. U ma das principais características do romance de Dulce Maria Cardoso é revelar o estranho que se esconde sob o manto do cotidiano. Por isso mesmo, sem uma leitura atenta, o texto de Dulce está fadado a perturbar, desconcertar e frustar a maior parte de seus leitores. Somos arrastados por um narrador que não tem a intenção de seduzir, nem confortar. Não é o tipo de livro que lemos de um só fôlego. Pelo contrário, é um texto que precisamos ler aos pouquinhos para não nos sentirmos enfadados.  Nosso personagem é um homem solitário. Vive numa pensão imunda, cujo prédio está prestes a desabar. Não tem um emprego, muito menos uma carreira profissional. Foi casado com uma mulher que se dizia apaixonada por ele, contudo, ele nunca soube o que era sentir...