POR UM UNIVERSALISMO DIVERSO
Sim ao universalismo, não à uniformidade Elisabeth Roudinesco Passadas duas décadas, a emancipação mudou de figura. Não sonhamos mais mudar o mundo; exibimos nossos signos distintivos, nosso sofrimento, nosso ressentimento. Luta-se para defender identidades; pensa-se por categorias, ao passo que o ser humano é sempre plural. Essa abordagem dá lugar a múltiplos trabalhos no campo universitário, conduzidos por professores em sua maioria brilhantes e diplomados à perfeição. No entanto, cada vez mais frequentemente, seus estudos servem também como apoio para um militantismo identitário que suplantou as outras abordagens (sociais, psíquicas, marxistas etc.) e que maneja alegremente a designação - o "Negro", o "Branco", o "cisgênero" etc. - e os "dizeres obscuros", a ponto de sucumbir por vezes a uma espécie de delírio. E é assim que o debate se vê engajado sob o modo de uma dicotomia simplista: haveria, de um lado, os "universalistas" (o...