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Mostrando postagens de setembro, 2008

Cinema dos anos 90

Comprei e li neste final de semana, “Cinema dos anos 90”, organizado por Denílson Lopes. O livro, segundo o seu título, é uma coletânea de ensaios sobre os filmes laçados na década de 90 em diversas “capitais” do cinema . Partindo da diversidade da produção cinematográfica desse período, e de diferentes abordagens críticas, a leitura dos textos nos promove momentos de prazerosa reflexão. Alguns deles são memoráveis. Como, por exemplo, o ensaio de Wlademir Safatle sobre A estrada perdida , de David Lynch; e o ensaio de Denílson Lopes sobre A fraternidade é vermelha , de Krzystdf Kieslowski. Outros textos, no entanto, poderiam entrar na lista dos “bonitinhos, mas ordinários”. Autores que tem pouco a dizer, que não tem tempo para reflexão, preenchem o espaço proposto com uma linguagem pretensiosa e vazia. Mas, ainda assim, o livro "Cinema nos Anos 90", oferece aos seus leitores, na sua proposta ousada de falar do que é próximo, reflexões interessantes sobre ...

CLÁSSICO DE BERGMAN É EXIBIDO NO CINEMA FALADO

  Ingmar Bergman é o motivo especial para uma boa conversa sobre cinema nesta quinta-feira , dia 18 de setembro de 2008 , dentro do projeto Cinema Falado do Museu Victor Meirelles. Gritos e Sussurros , um dos mais belos filmes do diretor sueco, produzido em 1972, com Liv Ullmann à frente do elenco, promete um bom reencontro do público com Bergman na telona. A mediadora convidada é Rosana Kamita, graduada em Letras pela Universidade Estadual de Londrina, mestre em Letras pela mesma instituição e doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é professora titular da UFSC nas disciplinas de Dramaturgia, Teoria da Narrativa e Teoria do Roteiro. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Cinema. No final do século XIX a vida de quatro mulheres se entrelaça quando uma delas está à beira da morte. Em uma casa no campo, bastante enferma, ela recebe cuidados de suas duas irmãs e de uma empregada da família, que precocemente perdeu sua filha e por isso...

O deslocamento significante e seus efeitos.

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Se o que Freud descobriu, e redescobre com um gume cada vez mais afiado, tem algum sentido, é que o deslocamento do significante determina os sujeitos em seus atos, seu destino, suas recusas, suas cegueiras, seu sucesso e sua sorte; não obstante seus dons inatos e sua posição social, sem levar em conta o caráter ou o sexo, e que por bem ou por mal seguirá o rumo do significante, como armas e bagagens, tudo aquilo que é da ordem do dado psicológico. Jacques Lacan – O seminário sobre “A carta roubada”, Escritos