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Mostrando postagens de Fevereiro 8, 2009

O desejo e o sujeito histérico:

O sujeito histérico é, por "natureza", eternamente insatisfeito. Com medo de um gozo arrebatador que poderia enlouquecê-lo, ele se defende com a fantasia inconsciente, da impossibilidade de concretizá-lo. Assim, em suas relações, o Outro é sempre causador de insatisfação. Para sustentar este estado de insatisfação, no seu imaginário, o histérico transforma realidade em fantasias, sexualiza o que não é sexual, encarna uma sensualidade provocadora mas acaba por frustrar o Outro para continuar como ser insatisfeito.

Nega a relação sexual, anestesiando seus órgãos genitais mas, por outro lado, faliciza globalmente o corpo. O desejo do histérico é um desejo de insatisfação.

Lalíngua ou Alíngua: pequena introdução

### Embora as traduções dos textos de Lacan apresentem ora a palavra alíngua, ora lalíngua, um grande número de seus comentadores opta por manter a palavra lalangue tal como Lacan a criou, por considerar esse neologismo intraduzível, já que ele associa o termo à lalação do bebê. ###
“Je fais lalangue parce que ça veut dire lalala, la lallation, à savoir que c’est un fait que très tôt l’être humain fait des lallations, comme ça, il n’y a qu’à voir un bébé, l’entendre, et que peu à peu il y a une personne, la mère, qui est exactement la même chose que lalangue, à part que c’est quelqu’un d’incarné, qui lui transmet lalangue”. (Jacques Lacan: Conférence donnée au Centre culturel français le 30 mars 1974.)

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Para Haroldo de Campos, tradutor-inventor desse significante lacaniano, o prefixo “a”, em português, tem um sentido privativo que o distancia do artigo feminino francês La escolhido por Lacan. Assim sendo, a opção por “alíngua” poderia vir a significar o oposto do que se pretende com la…