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Mostrando postagens de 2013

A instância da letra da letra ...: Ressonâncias

Escrita e Invenção Doris Rinaldi O poeta Manoel de Barros, em seu livro de memórias sobre a infância, intitulado Memórias Inventadas , abre o trabalho com a seguinte afirmação:“Tudo o que não invento é falso”. [1] Outro poeta, Ferreira Gullar, em recente entrevista, diz: “Um poema é uma invenção. Ele não existe antes de ser feito. Pode até sair outro... Poesia é uma aventura para captar coisas que não existem. Não está formulada. Ela não é nada. Ela é uma vontade, uma possibilidade. Só quando começa a escrever é que ganha forma”. [2] Iniciar um trabalho sobre o tema da escrita convocando os poetas, quando a perspectiva adotada é a psicanalítica, vem reafirmar a posição sustentada tanto por Freud quanto por Lacan de que, diante da arte, estamos na condição de aprendizes, ou seja, o artista sempre precede o psicanalista e lhe abre os caminhos. Frente ao enigma da feminilidade, Freud sugeriu que consultássemos os poetas.... [3] . Ainda que a psicanálise funde sua práxis na...

"O Desejo e sua Interpretação"

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Entrevista feita pelo jornal francês Le Point ao psicanalista Jacques-Alain Miller por ocasião do lançamento da versão estabelecida por ele de   O Seminário, livro 6: o desejo e sua interpretação   de Jacques Lacan . Questões sobre a distância entre o desejo e a biologia, a ordem e a normalização social são discutidas. O desejo, do qual Lacan foi um professor, não se limita ao Édipo. Disso decorre, aponta Miller, o elogio da perversão que, no sentido de Lacan, traduz uma rebelião contra a identificação conformista que assegura a manutenção da rotina social. Além da entrevista, o texto apresenta com exclusividade trechos de um Seminário inédito sobre o assunto. Lacan, professor de desejo Jacques-Alain Miller Um duende travesso que nos prega peças: este é o desejo, segundo Jacques Lacan. Le Point apresenta com exclusividade trechos de um Seminário inédito sobre o assunto. Estabelecido por seu redator, o psicanalista Jacques-Alain Miller. Entrevista realiz...

CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO - PSICOLOGIA JURÍDICA

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Literatura: Realidade ou Ficção?

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A verdadeira história fictícia de um escritor chamado Ricardo Lísias Elogiado por uns, odiado por outros, o autor de Divórcio ataca a grande imprensa e revela as verdades e mentiras que causaram polêmica em torno de seu livro mais recente . Existe o escritor Ricardo Lísias , corintia­no (por causa da democracia de Sócrates e Vladimir), ex-morador de Itaquera e autor festejado de seis livros, e há o personagem Ricardo Lísias, protagonista de dois deles,   O Céu dos Suicidas   e o recente   Divórcio , ambos pela Alfaguara, além do novo, que está sendo escrito. Coincidências biográficas os unem, assim como as polêmicas suscitadas por esses romances, livremente baseados em fatos reais. Divórcio , especialmente, dividiu os leitores e, independentemente dos méritos literários, causou mal-estar entre alguns jornalistas e escritores, que teriam reconhecido as pessoas envolvidas na trama, uma história de separação com vários elementos constrangedores. Mas não só...