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Mostrando postagens de julho, 2014

Interface entre Psicanálise e Literatura

Psicanálise e Literatura são dois discursos autônomos e delimitados. Desse modo, procuramos sempre respeitá-los em suas diferenças, tendo como hipótese de trabalho a proximidade entre ambos, proximidade nascida tanto da íntima relação que Sigmund Freud manteve com o texto literário, como do fato de ele revelar-se exímio escritor ao narrar seus casos clínicos à maneira de romances. O texto literário foi seu objeto de estudo, pois nele percebia antecipadamente aquilo que eram os fundamentos de sua descoberta. É o contar das histéricas, e sobre as histéricas que marcam a história, também narrada por Freud, o que firmou a dimensão da fala e da escrita como fundamental para a elaboração do saber psicanalítico. Partindo da consideração de que existem duas modalidades de construção narrativa em Freud, ele opta por privilegiar uma leitura do texto psicanalítico, que focaliza a “escrita do sintoma” em detrimento do esforço de elaboração e explicação metapsicológicos que buscam acompanhar ...