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Mostrando postagens de 2016
GRAMÁTICA DE UM CORPO ERÓTICO
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MARIA HOLTHAUSEN
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O sujeito e seus parceiros libidinais: do fantasma ao sinthoma Trata-se de se colocar em tensão três proposições. A primeira, formulada por Lacan nos anos sessenta, apreende a mulher pelo lado do objeto do fantasma do homem e não pelo lado do seu sintoma. A segunda, formulada nos anos setenta, apreende a mulher enquanto sintoma do homem. A terceira, antecipada por J.-A. Miller no seu seminário de 1998, deduzido das versões lacanianas do parceiro subjetivo, propõe a fórmula do parceiro-sintoma. Esta versão designa o real como um impossível de ser suportado. O real pode se manifestar através dos pensamentos nos sujeitos obsessivos, através do corpo nas histéricas e também por um parceiro da vida amorosa ou familiar. Nesta perspectiva, o parceiro-sintoma pode designar uma mulher para um homem, assim como um homem para uma mulher. Como então compreender esses deslocamentos sucessivos? A mulher como objeto do fantasma do homem A fórmula “a mulher é o sintoma do homem”, contempor...
Pós-Modernidade, hipermodernidade ou contemporâneo?
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MARIA HOLTHAUSEN
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O olhar sem véu: transparência e obscenidade Tania Coelho dos Santos Nem modernos, nem pós-modernos Pós-modernidade, hipermodernidade ou contemporaneidade? Qual é o melhor termo para qualificar o tipo de laço social ao qual vamos nos referir neste artigo? O primeiro termo foi cunhado por J. F. Lyotard (1986)1 e designa o advento do relativismo pós-científico. Guiddens (1991) não advoga um corte entre a modernidade e o período que a sucede, preferindo designá-lo como hipermodernidade. O termo contemporaneidade é mais difuso e designa o conjunto de transformações sociais, tecnológicas e econômicas do tempo em que vivemos. Prefiro o termo hipermodernidade porque minha tese é a de que vivemos uma torção e não uma ruptura. Minha tese é a de que a hipermodernidade é o desmentido de que o Nome do Pai seja o agente da lei simbólica. É consenso entre os psicanalistas lacanianos que a imago paterna não é mais o semblante que regula o campo pulsional. O que é ...
REAL, SIMBÓLICO E IMAGINÁRIO - CURSO UFSC
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MARIA HOLTHAUSEN
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Para transmitir o modo de lidar com a singularidade humana fora de qualquer dualismo - corpo e mente, razão e emoção, significante e pulsão - Freud recorre a fragmentação do aparato psíquico. Esse movimento de construção, que simultaneamente é também de fragmentação, irá ser desdobrado em dois períodos da teoria freudiana. A construção do primeiro movimento – primeira tópica - começa a ser exposta no capítulo VII de A interpretação dos sonhos, em 1900 , e se caracterizará por três instâncias: Inconsciente, Pré-Consciente e Consciente. Esta articulação será sucedida em 1920, por uma segunda tópica, elaborada em resposta aos problemas da psicose, que também irá se constituir em três instâncias psíquicas: Isso, Superego e Ego. Em seu movimento de retorno a Freud, Lacan irá articular a construção psíquica freudiano com os três registros: Real, Simbólico e Imaginário. Esta tripartição estrutural será estabelecida por Lacan na conferência da fundação da Sociedade Francesa de...