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A leitura lacaniana de "O visível e o invisível"

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Prof(a). Dr. Marcos José Müller-Granzotto E-mail: ..mjmuller@cfh.ufsc.br Duração: 15 semanas - 4 créditos Inicio do Curso: março 2011 Local: UFSC - CFH - sala 309 Horário de início: 13h30min Título do curso : A leitura lacaniana de "O visível e o invisível". Ementa: No seminário XI (Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise), Jacques-Lacan interrompe a primeira sessão, dedicada a discutir a noção freudiana de pulsão, para tratar não mais dos conceitos fundamentais da psicanálise, mas do modo como Maurice Merleau-Ponty, na obra póstuma "O visível e o invisível", estabelece aquilo que Lacan denominou de uma diferença entre o olho e o olhar : mais além da visibilidade do mundo, no seio daquilo que emerge como horizonte de invisibilidade, um olhar vem me surpreender, denunciando minha própria vidência. Lacan – agora interessado em delimitar a gênese do sujeito da psicanálise (o sujeito do desejo) - reconheceu, na noção merleau-pontyana de o...

A pressa é inimiga do desejo

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20, Maresfield Gardens in Hampstead, LONDON-UK "Aquele que sabe esperar não precisa fazer concessões....." Freud , in: Psicologia de Grupo e a Análise do Ego, 1921

Texto da Primeira Aula

 Medicina – Psiquiatria – Psicologia Este texto se propõe a demarcar, em rápidas pinceladas, as diferenças e aproximações entre os discursos da Medicina, Psiquiatria e Psicologia. Não nos propomos fazer um estudo aprofundado da história e desenvolvimento desses saberes, mas, apenas, mostrar através dos marcos iniciais as particularidades dos campos constituídos. A Medicina Presume-se que desde que o homem existe, existem técnicas de combate à doença. Nos grupos sociais mais primitivos, o adoecer era considerado uma manifestação de forças sobrenaturais, e a cura buscada em rituais religiosos. Contra as doenças, frutos das forças do mal, lutavam os curandeiros, conhecedores dos rituais e das ervas medicinais. Intermediários entre os homens e as entidades superiores, os curandeiros tentavam neutralizar as forças malignas por meio da magia e de sua capacidade de evocar poderes divinos. Paralelamente e essa perspectiva, foram surgindo, em diferentes culturas, concepçõ...

LIVROS SOBRE A PRÁTICA CLÍNICA

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Algumas leituras que ajudam a pensar a prática clínica. ============================== Cartas a um jovem terapeuta Reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos. Contardo Calligaris Editora Campus ====================== Como trabalha um Psicanalista J. D. Nasio Jorge Zahar Editor ===================== As 4 + 1 Condições de Análise Antônio Quinet Jorge Zahar Editor ===================== A Sessão Analítica Dos riscos éticos da clínica Textos reunidos pela Fundação do Campo Freudiano Jorge Zahar Editor =======================

APRENDENDO SOBRE BION

Franciele do Amaral Melo Marli Pereira da Luz Acadêmicas do Curso de Psicologia da UNIVESC BREVE HISTÓRICO : Wilfred Ruprecht Bion nasceu dia 8 de dezembro de 1897, em Mutra Punjab, Índia. Faleceu na Inglaterra em 1979. Alistou-se no exercito inglês por ocasião da primeira grande-guerra, onde permaneceu por dois anos recebendo altas condecorações. Durante a segunda guerra casou-se com a atriz Betty Jardine, que morreu quando a sua filha nasceu em 1945. Após o falecimento da esposa Bion se casou, pela segunda vez, com Francesca. Desta união nasceram dois filhos. Francesca influenciou sua carreira e lhe acompanhou até o fim de seus dias. INICIO DA CARREIRA COMO PSICANALISTA Em vários momentos de sua obra Bion foi influenciado pelos princípios filosóficos de Kant. Esses princípios se mostram, principalmente, nos conceitos de valorização da relação humana, ética, e a relação médico/paciente. Bion se interessa pela psicanálise quando faz análise com Ri...

FELIZ ANO NOVO!

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FELIZ 2011! NUNCA É TARDE DEMAIS PARA COMEÇAR TUDO DE NOVO. 

FELIZ NATAL

Aos amigos que passam por esse e tantos outros  caminhos comigo, Meus sinceros votos de Feliz Natal .

Convite

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15 de Dezembro - Quarta Feira Das 20:00 às 22:30 Galeria de Artes Luciano Martins, Anexo ao Nomuro Lounge Curadoria: Myrine Vlavianos Exposição de 16 a 23 de Dezembro de 2010 Av. Afonso Delambert Neto, 103 Lagoa da Conceição - Florianópolis-SC

O que é ser normal?

Lacan dizia que o sintoma ajuda o neurótico a viver e que a análise não pretende levá-lo à normalidade, ao menos não à normalidade pura. O psicótico é o normal. Ser normal é ser completamente dentro de uma norma, a ponto de não perturbar mais a norma. Assim, acaba-se com o sujeito. O psicótico seria aquele que não suporta a anormalidade.

Gênese e estrutura do objeto do fantasma em Jacques Lacan

Vladimir Safatle Amamos sempre através de qualidades de empréstimo. Pascal Tal como o ser em Aristóteles, o fantasma em Lacan se diz de várias maneiras. Neste artigo, trata-se de se concentrar na natureza específica e na função dos objetos fantasmáticos, já que foi através do problema do objeto que a reflexão lacaniana sobre o fantasma organizou-se. Se pensarmos, por exemplo, na definição do fantasma como uma cena imaginária na qual o sujeito representa a realização de seu desejo, veremos que tal representação é produção de um objeto próprio ao desejo. Pois o fantasma aparece como esta construção que indica a maneira singular através da qual cada um de nós procura determinar um caminho em direção ao gozo . Este é ao menos o sentido da definição lacaniana: “o fantasma faz o prazer próprio ao desejo” (LACAN, 1966, p. 774). Não se trata apenas de afirmar que o fantasma indica a predominância do princípio de prazer na realidade psíquica. Lembremos que, para Lacan, o de...