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Meu irmão Kierkegaard

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Texto do professor  Luiz Felipe Pondé para Folha de São Paulo – 13/07/2011 Quando você estiver lendo esta coluna, estarei em Copenhague, Dinamarca, terra do filósofo Soren Kierkegaard (1813-1855), pai do existencialismo. Ao falarmos em existencialismo, pensamos em gente como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus, tomando vinho em Paris, dizendo que a vida não tem sentido, fumando cigarros Gitanes. O ancestral é Pascal, francês do século 17, para quem a alma vive numa luta entre o "ennui" (angústia, tédio) e o "divertissement" (divertimento, distração, este, um termo kierkegaardiano). O filósofo dinamarquês afirma que nós somos "feitos de angústia" devido ao nada que nos constitui e à liberdade infinita que nos assusta. A ideia é que a existência precede a essência, ou seja, tudo o que constitui nossa vida em termos de significado (a essência) é precedido pelo fato que existimos sem nenhum s...

Dicas para apresentação de trabalhos

Caros alunos! Enquanto vocês se preparam para o início do próximo semestre, aí vão algumas dicas, recolhidas no site da Universidade das Quebradas , que podem ser úteis para que ninguém tenha medo de botar para quebrar nas apresentações de trabalhos. - É preciso que os apresentadores dominem o assunto que será abordado – quanto mais você souber e tiver pesquisado sobre o tema, mais segura e rica será sua fala! E não se esqueça: se o texto não tiver sido decorado, é claro que a apresentação ficará mais dinâmica e atraente para quem está assistindo. - Produção de um esquema com informações sucintas, que servirão para nortear o trabalho do apresentador: para melhor entendimento da platéia é válido fazer uma introdução contextualizando o tema, mostrando sua importância e explicando seus objetivos ao escolhê-lo como tema de sua apresentação. Uma curiosidade interessante: as pessoas prestam mais atenção nos cinco minutos iniciais de uma fala, por isso passe seu recado mais importante ness...

Nas fronteiras do corpo

Devemos escapar da alternativa do dentro e do fora: é preciso estar nas fronteiras. A crítica é a análise dos limites e a reflexão sobre eles. Michel Foucault 

O fantasma de Sigmund: Freud e a “suspeita de si”

Texto de Vladimir Safatle, publicado, nesse final de semana, no Caderno Ilustríssima  do Jornal Folha de São Paulo ATAQUES VIRULENTOS: Não é difícil entender por que o pensamento de Freud é objeto periódico de ataques virulentos. Definições sobre saúde, normalidade e sofrimento psíquico estão longe de ser imunes a conflitos: são aspectos de um embate social a respeito do que entendemos por "vida mutilada". Um trabalho epistemológico digno desse nome é capaz de mostrar como a gênese de conceitos clínicos centrais depende, em larga medida, de valores que se originam fora da clínica e que a clínica toma emprestados dos campos da política, da estética, da teoria social, da moral, entre outros. Por isso, os embates em torno dos modelos de intervenção clínica diante do sofrimento psíquico acabam sendo embates a respeito de modelos de vida que procuram ter forte peso normativo. A maneira como, nos últimos 50 anos, o homossexualismo deixou de ser visto como uma ...
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O SESC Florianópolis convida você para uma imersão na música erudita. Ao longo de seis dias de evento, serão realizadas sete oficinas, cinco concertos e uma mesa-redonda sobre o tema. Participe! Programação Dom.15- 9h ABERTURA PAUTA CONTEMPORÂNEA – Teatro SESC Prainha - Livre Seg.16 – 20h CONCERTO com Pauxy Gentil-Nunes, Alexander Schubert, José Wellington e Doriana Mendes – Teatro SESC Prainha - Livre Ter.17 – 19h MESA-REDONDA: A Nova Música e o Músico no Panorama da Música de Concerto – Teatro SESC Prainha - Livre Qua.18 – 20h CONCERTO com Alberto Heller : Obras para Piano – Teatro SESC Prainha - Livre Qui.19 – 20h 2º CONCERTO com Pauxy Gentil-Nunes, Alexander Schubert, José Wellington e Doriana Mendes – Teatro SESC Prainha - Livre Sex.20 – 20h SARAU LIVRE – Teatro SESC Prainha - Livre Sab.21 – 16h CONCERTO DE ENCERRAMENTO – Teatro SESC Prainha - Livre Ingressos para os concertos: R$ 0,50 (comerciários e estudantes) R$0,90 (empresários e conveniados) e R$ 1,00(usuários) ...
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Professora Tânia Neves CURSO DE RECICLAGEM GRAMATICAL O objetivo do curso é proporcionar aos profissionais de todas as áreas a oportunidade de relembrar as regras gramaticais, necessárias para a comunicação escrita. Aborda: falhas de concordância, ortografia, regência, crase, vírgula, hífen, colocação pronominal, formação de plural, uso de pronomes relativos e erros mais comuns. Horário das aulas: das 18:30h às 21:30h Data: de 06 a 10 de junho Local: Museu Histórico de Santa Catarina (Palácio Cruz e Sousa) DESCONTO DE 50% PARA INSCRIÇÕES EFETUADAS ATÉ O DIA 15/05 DE R$200,00 POR R$100,00 - Inclui apostila de conteúdo e exercícios - - Será fornecido certificado de participação - Saiba mais http://www.professoratanianeves.com.br/ http://www.educartebrazil.blogspot.com/ Contato: 48 9911-6200 Email: educartebrasil@gmail.com
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Caros amigos, Nesta sexta-feira (15 de abril) tocarei no Teatro Pedro Ivo em Florianópolis às 21h. Será a abertura da temporada 2011 da Pró-Música, com um programa dedicado ao Romantismo (200 anos de Chopin, Schumann e Liszt). De Chopin, a Balada nº1 e o Scherzo nº3; de Schumann, Intermezzo (do Carnaval de Viena), Aufschwung (de Fantasiestücke) e Arabesque; de Liszt, Benediction de Dieu dans la Solitude e Valsa Mefisto. Um abraço, Alberto

A culpa do sobrevivente

Mais de sessenta anos se passaram depois do Holocausto e até hoje o sombrio acontecimento provoca polêmicas e discussões. Não estamos falando apenas nos chamados “revisionistas”, aqueles que, sob o pretexto do rigor histórico, na verdade dão vazão a seu anti-semitismo. Ao discutir se o número verdadeiro de vítimas foi seis milhões, ou cinco milhões ou quatro milhões (um processo de regatear que, no passado era atribuído a comerciantes judeus) na verdade essas pessoas formulam um raciocícinio que pode ser assim resumido: o número de vítimas dos campos de concentração foi ampliado. Por quem? Pelos judeus. Por que? Porque eles são pérfidos mentirosos. Logo, mereciam o Holocausto. Que pode não ter existido, segundo o argumento, mas que deveria existir. Mas existem outras questões, menos cínicas e mais perturbadoras. Uma pergunta que muitas vezes é feita (e Hannah Arendt provocou muita indignação ao fazê-la) é: por que os judeus se submeteram passivamente ao Holocausto? Por que se dei...

Machado de Assis entre crimes e loucuras

Divido com vocês um bom ensaio de Daniel Piza , sobre crimes, pecados e outras monstruosidades, nos rastros da literatura de Machado de Assis. Histórias de crime não são comuns em Machado de Assis (1839-1908), tanto que nenhum de seus três romances mais conhecidos – Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro – gira em torno de assassinato, roubo ou alguma contravenção tão crua. Mas sua literatura é tão rica de observações sobre os impulsos ingovernáveis de cada indivíduo em face das circunstâncias, como aqueles herdeiros escravocratas com seus delírios de grandeza (ou em alguns contos como A Cartomante, que termina com um homicídio), que os estudiosos seguem encontrando nela uma fonte sem fim – como agora o poeta Marco Lucchesi e o psiquiatra Daniel Martins de Barros. O livro de Lucchesi, O Dom do Crime, é um breve romance, espécie de “divertissement” erudito. Ele não incorreu na vulgaridade de romancear a vida de Machado e misturá-la com algum crime de época...

A leitura lacaniana de "O visível e o invisível"

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Prof(a). Dr. Marcos José Müller-Granzotto E-mail: ..mjmuller@cfh.ufsc.br Duração: 15 semanas - 4 créditos Inicio do Curso: março 2011 Local: UFSC - CFH - sala 309 Horário de início: 13h30min Título do curso : A leitura lacaniana de "O visível e o invisível". Ementa: No seminário XI (Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise), Jacques-Lacan interrompe a primeira sessão, dedicada a discutir a noção freudiana de pulsão, para tratar não mais dos conceitos fundamentais da psicanálise, mas do modo como Maurice Merleau-Ponty, na obra póstuma "O visível e o invisível", estabelece aquilo que Lacan denominou de uma diferença entre o olho e o olhar : mais além da visibilidade do mundo, no seio daquilo que emerge como horizonte de invisibilidade, um olhar vem me surpreender, denunciando minha própria vidência. Lacan – agora interessado em delimitar a gênese do sujeito da psicanálise (o sujeito do desejo) - reconheceu, na noção merleau-pontyana de o...

A pressa é inimiga do desejo

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20, Maresfield Gardens in Hampstead, LONDON-UK "Aquele que sabe esperar não precisa fazer concessões....." Freud , in: Psicologia de Grupo e a Análise do Ego, 1921

Texto da Primeira Aula

 Medicina – Psiquiatria – Psicologia Este texto se propõe a demarcar, em rápidas pinceladas, as diferenças e aproximações entre os discursos da Medicina, Psiquiatria e Psicologia. Não nos propomos fazer um estudo aprofundado da história e desenvolvimento desses saberes, mas, apenas, mostrar através dos marcos iniciais as particularidades dos campos constituídos. A Medicina Presume-se que desde que o homem existe, existem técnicas de combate à doença. Nos grupos sociais mais primitivos, o adoecer era considerado uma manifestação de forças sobrenaturais, e a cura buscada em rituais religiosos. Contra as doenças, frutos das forças do mal, lutavam os curandeiros, conhecedores dos rituais e das ervas medicinais. Intermediários entre os homens e as entidades superiores, os curandeiros tentavam neutralizar as forças malignas por meio da magia e de sua capacidade de evocar poderes divinos. Paralelamente e essa perspectiva, foram surgindo, em diferentes culturas, concepçõ...