Postagens

Mostrando postagens de maio, 2007

Bibliografia

BIBLIOGRAFIA Barthes, Roland, Como viver junto, São Paulo, Martins Fontes, 2003. Birman, Joel, Gramáticas do erotismo, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001. Freud, Sigmund, Três Ensaios sobre a teoria da sexualidade - (1905), Vol. VII, Obras Completas, Rio de Janeiro, Imago, 1980. ____________, Delírios e sonhos na “Gradiva” de Jensen – (1906), Vol. IX, Obras Completas, Rio de Janeiro, Imago, 1980. _____________, O mal-estar na civilização – (1930), Vol. XXI, Obras Completas, Rio de Janeiro, Imago, 1980. Foucault, Michel, Ética, Sexualidade, Política, Ditos e Escritos – livro V, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 2004. ____________, A Hermenêutica do Sujeito, São Paulo, Martins Fontes, 2004. Kristeva, Julia, Histórias de Amor, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. ---------------, No Princípio era o amor – psicanálise e fé, São Paulo, Brasiliense, 1987. Kierkegaard, S...

Complexo de Édipo

QUARTA AULA 09/05/2007 Primeiro momento : auto-erotismo – corpo despedaçado. Segundo momento : eu Ideal. Campo do Imaginário - Estádio do espelho – imagem especular. (O eu está ligado à imagem do corpo próprio. A criança vê sua imagem total refletida pelo espelho, mas existe uma discordância entre essa visão global da forma de seu corpo, que precipita a formação do eu, e o estado de dependência e de impotência motora em que ela se encontra na realidade. Lacan enfatiza, nesse ponto, a prematuridade, a condição de impotência da criança, que seria a razão de tal alienação imaginária no espelho. Ele mostra como a criança antecipa, através dessa experiência, o domínio de seu corpo: enquanto, antes, vivenciava-se como um corpo despedaçado, agora ela se acha cativada, fascinada por essa imagem do espelho, e se rejubila. Mas trata-se de uma imagem ideal dela mesma, à qual ela jamais conseguirá unir-se. A criança se identifica com essa imagem e fixa-se então numa “estrutura”. Toma-se ...

O estádio do espelho

TERCEIRA AULA 02/05/2007 O estádio do espelho O estádio do espelho é, para a teoria lacaniana, o momento inaugural de constituição do eu . Por volta dos dezoitos meses o infans, aquele que ainda não fala, configura uma totalidade corporal por meio da percepção da própria imagem no espelho. Esta percepção precisa ser acompanhada do assentimento do outro que a reconhece como verdadeira. Assim, o eu é descrito por Lacan como essencialmente imaginário, embora sua constituição não prescinda do reconhecimento simbólico do Outro (no caso, encarnado pela mãe). A vivência de unidade que o bebê tem nesse momento, com a obtenção de um contorno nítido e definido, estabelece a passagem da sensação de um corpo fragmentado, no qual há uma indiferenciação entre seu corpo e o de sua mãe, para a do corpo próprio . Em uma dimensão contraria as pulsões, o eu é, desde sempre, a sede das resistências ao pulsional e ao desejo. A ilusão de totalidade que ele configura estará a partir daí em c...