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Mostrando postagens de junho, 2007

Convite

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA Doutoranda Mara Lúcia Masutti Tese “Tradução Cultural: Desconstruções Logofonocêntricas em Zonas de Contato entre Surdos e Ouvintes” Local: Auditório Henrique da Silva Fontes Prédio B CCE Horário: 14 horas Data: 29/06/2007 Banca Examinadora Dra. Claudia de Lima Costa(UFSC Orientadora e presidente), Dra. Lodenir Karnopp (UFRGS) Dra. Lais de Toledo Krücken Pereira (UNISUL) Dra. Maria Aparecida Leite (Núcleo de Investigação Metafísica UFSC) Dr. Rafael Camorlinga Alcaraz (UFSC) Dra. Ronice Müller de Quadros (UFSC) Dra. Tânia Regina Oliveira Ramos (UFSC suplente)

Livro

Para os versados e/ou apaixonados por Maurice Blanchot , acaba de sair o segundo volume de Conversa Infinita – A experiência limite. Nesse volume Blanchot aponta sua “clara mirada” para os textos de: Heráclito, Pascal, Simone Weil, Nietzsche, Albert Camus, Georges Bataille e Freud. Recomendo, claro, o belíssimo texto sobre “A Fala Analítica”.

Oitava Aula: Sujeito

· O sujeito na teoria psicanalítica não o indivíduo nem o eu. · Freud, ao criar o conceito de inconsciente, subverte a noção do sujeito cartesiano enquanto sujeito da razão. · Em Freud, pensar não equivale a ser, pois sou também onde não penso, e o fato de pensar não me assegura que eu seja. “O sujeito não é um dado, mas uma descontinuidade nos dados”. · O sujeito freudiano não só não é idêntico a si, como se torna sempre outro, na medida em que, para Freud, a representação não é mais o espelho do mundo e o lugar da verdade. Diferentemente de Descartes, a representação em psicanálise não pode ser definida como imagem especular do mundo, como instrumento de acesso à verdade das coisas, na medida em que a dimensão de uma ordem natural não faz parte do campo psicanalítico. Em Freud, a representação deve ser entendida como uma construção que dá ao mundo e ao próprio sujeito um sentido, colorindo-os com significações div...

sétima aula

Adorável ...Foram precisos muitos acasos, muitas coincidências surpreendentes (e talvez muitas procuras), para que eu encontre a Imagem que, entre mil, convém ao meu desejo. Eis um grande enigma do qual nunca terei a solução: por que desejo Esse? Por que o desejo por tanto tempo, languidamente? É ele inteiro que desejo (uma silhueta, uma forma, uma aparência)? Ou é apenas uma parte desse corpo? E nesse caso, o que, nesse corpo amado, tem tendência de fetiche em mim? Que porção, talvez incrivelmente pequena, que acidente? O corte de uma unha, um dente um pouquinho quebrado obliquamente, uma mecha, uma maneira de fumar afastando os dedos para falar? De todos esses relevos do corpo tenho vontade de dizer que são adoráveis. Adorável que dizer: este é meu desejo, tanto que único: “É isso! É exatamente isso (que amo)! No entanto, quanto mais experimento a especialidade do meu desejo, menos posso nomeá-la; à precisão do alvo corresponde um estremecimento do nome; o próprio do desejo não pode...

5a. e 6a. aulas

Auto erotismo: O prazer torna-se independente da necessidade (por exemplo a função de nutrição), e exerce-se de forma auto-erótica; o objeto passa a ser uma parte do próprio corpo. Narcisismo Primário: Imaginário – fascinação frente à imagem especular - eu Ideal. Narcisismo Secundário: Simbólico – os significantes constroem o Ideal do eu e organizam o imaginário. Em seu texto - Sobre o Narcisismo: Uma introdução (1914) – Freud distingue dois tipos de escolha de objeto: o tipo anaclítico (anáclise = apoio) e o tipo narcísico. Segundo Freud, ama-se: 1) Segundo o tipo narcísico · O que se é (a si mesmo) · O que se foi · O que se quereria ser · Alguém que foi parte do seu próprio eu. (necessidade de amar) 2) Segundo o tipo anaclítico · A mulher que alimenta · O homem que protege (necessidade de ser amado) O nome-do-pai: A posição do pai como simbólico não depende do fato de as pessoas haverem ...