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Mostrando postagens de Fevereiro 11, 2007

A noção de sujeito na Psicanálise

Octavio Paz, logo no início de A dupla chama, diz que “tanto nos sonhos como no ato sexual abraçamos fantasmas. O nosso parceiro tem corpo, rosto e nome, mas a sua realidade, principalmente no momento mais intenso do abraço, dispersa-se em uma cascata de sensações que, por sua vez, se dissipam. Há uma pergunta que se fazem todos os apaixonados e que condensa em si o mistério erótico: ‘Quem é você?” Pergunta sem resposta, Os sentidos são e não são deste mundo”. Assim, se para Octavio Paz o sentido está no mundo – que compreendemos como realidade discursiva – e fora dele; já para Lacan, o sentido se capta por escapar. Nem tudo é dizível, nem tudo pode ser falado. Há algo mais ainda, que insiste além das tentativas da representação simbólica: o sentido é desejo, mas também é gozo. Sempre que falamos, escrevemos ou lemos, intervimos na rede de filiação dos sentidos. No entanto, falamos, escrevemos e lemos com palavras já ditas: “É porque a língua está sujeita ao equívoco, e o saber é um r…