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Mostrando postagens de Outubro 21, 2007

Sobre a construção do eu: as identificações, os ideais.

Sem dúvida amo a mim mesmo, e com todo o furor viscoso em que a bolha vital ferve sobre si mesma e se infla em uma palpitação ao mesmo tempo voraz e precária, não sem fomentar em seu seio o ponto vivo de onde sua unidade voltará a brotar, disseminada de sua própria explosão. Em outras palavras, sou ligado a meu corpo pela energia psíquica, o Eros que faz os corpos vivos se conjugarem para se reproduzir, que ele chama de libido.

Mas o que amo, na medida em que existe um eu a que me vinculo por uma concupiscência mental, não é esse corpo cujo batimento e pulsação escapam mais evidentemente ao meu controle, mas uma imagem que me engana ao me mostrar meu corpo em sua Gestalt, sua forma. Ele é belo, é grande, é forte, o é mais ainda por ser feio, pequeno e miserável. Só me amo na medida em que me desconheço essencialmente, amo apenas um outro, um outro com um pequeno a inicial, daí o costume de meus alunos de chamar de "o pequeno outro".

Nada de surpreendente no fato de ser nada m…