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Mostrando postagens de julho, 2009

Convite

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########### As Sonatas para piano de Wolgang Amadeus Mozart Com o pianista e compositor Alberto Adré Heller Dia 06 de Agosto - Quinta Feira 19H00 Teatro Alvaro de Carvalho - TAC Sonata nr.6 em ré maior (“Dürnitz”), KV 284 (München, 1775) Allegro / Rondeau en Polonaise: Andante / Andante (tema com 12 variações) Sonata nr.7 em dó maior, KV 309 (Mannheim, 1777) Allegro con spirito / Andante un poco adagio / Rondeau: Allegretto grazioso Sonata nr.8 em ré maior, KV 311 (Mannheim, 1777) Allegro con spirito / Andante con espressione / Rondeau: Allegro Sonata nr.9 em lá menor, KV 310 (Paris, 1778) Allegro maestoso / Andante cantabile con espressione / Presto

Lições de Stonewall a São Paulo

1969, Stonewall, Nova York. 2009, atentado com bomba na Parada Gay em São Paulo. Após sucessivas batidas policiais com humilhação e prisão no Bar Stonewall, reduto gay do Greenwich Village em NY, os homossexuais reagiram e se rebelaram contra a polícia; a rebelião ganhou o apoio dos passantes e os policiais recuaram. É o marco histórico do início do movimento de emancipação e liberação dos homossexuais e do combate à homofobia. No ano seguinte, deu-se a primeira Parada Gay. Em São Paulo, além da bomba atirada numa sacola do alto de um prédio, outras agressões deixaram rapazes feridos. Um deles morreu. Aos 40 anos de Stonewall, ataques como o de São Paulo estão além da homofobia. São atos de homoterrorismo. Apesar das transformações nos costumes e leis e da maior liberdade de expressão da opção sexual, prevalece, mundo afora, a repressão através de atos de guerra. No Brasil, o número de assassinatos de homossexuais aumentou 55% em 2008 em relação ao ano anterior, revela a pesquis...

Semínário XVIII

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۝۝۝۝۝ Acaba de chegar às livrarias o Seminário XVIII de Lacan: de um discurso que não fosse semblante . S obre este Seminário, anuncia Jacques-Alain Miller: “Título enigmático, à primeira vista. Forneçamos a chave: trata-se do homem e da mulher – de suas relações mais concretas, amorosas e sexuais, na vida do dia a dia, sim, bem como em seus sonhos e fantasias. Isso nada tem a ver, é claro, com o que a biologia estuda sob o nome de sexualidade. Mas será preciso, por isso, deixar esse campo entregue à poesia, ao romance, às ideologias? Tenta-se aqui fornecer dele uma lógica. É ardiloso.” ۝۝

O Discurso, O Desejo

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Em uma sociedade como a nossa, conhecemos, é certo, procedimentos de exclusão . O mais evidente, o mais familiar também, é a interdição . Sabe-se bem que não se tem o direito de dizer tudo, que não se pode falar de tudo em qualquer circunstância, que qualquer um, enfim, não pode falar de qualquer coisa. Tabu do objeto, ritual da circunstância, direito privilegiado ou exclusivo do sujeito que fala: temos aí o jogo de três tipos de interdição que se cruzam, se reforçam ou se compensam, formando uma grade complexa que não cessa de se modificar. Notaria apenas que, em nossos dias, as regiões onde a grade é mais cerrada, onde os buracos negros se multiplicam, são as regiões da sexualidade e as da política: como se o discurso, longe de ser esse elemento transparente ou neutro no qual a sexualidade se desarma e a política se pacifica, fosse um dos lugares onde elas exerçam, de modo privilegiado, alguns de seus mais temíveis poderes. Por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca ...

Inconsciente

۝۝۝ Algumas associações sobre o inconsciente, a partir das questões levantadas por Nasio. ۝۝۝ “o sonho é a epifania do outro”. Maria [23/06/09] O sonho é a epifania do outro... 09 de julho e já não me lembro mais em que contexto foi me dado a frase. Leio-a aqui, como coisa do dia, e flutuam os vocábulos, cada um grávido de si, o sonho, a epifania, o outro. O inconsciente, pois, redunda operativo, no tropeço, no impossível do inconsciente do outro. O que existe então é um inconsciente posto às claras no encontro. Onde a conversa, não é propriamente conversa, é uma fala que se dá às avessas. Há tempos de uma captura colossal. Segundos, às vezes, e basta um segundo. Neste tempo não há cronologia, o deus se isenta, extinto da lógica, do logos numérico, retórico, discursivo. Um entre-reinos, interregno, uma fenda, um furo, uma passagem, entre caos e cosmos. Caosmose, fala Guattari. Numa língua dura e deslizante. O insconsciente feito usina, máquina desejant...
Inconsciente: Para começar, o inconsciente revela-se num ato que surpreende e ultrapassa a intenção do analisando que fala. O sujeito diz mais do que pretende e, ao dizer, revela sua vontade. # Esse ato, mais do que revelar um inconsciente oculto e já presente, produz o inconsciente e faz com que ele exista. # Ora, para que esse ato efetivamente dê existência ao inconsciente, é indispensável que um outro sujeito escute e reconheça a importância do inconsciente, sendo esse sujeito o psicanalista: “... o inconsciente implica que ele seja escutado? Em minha opinião, sim”, respondeu Lacan. (Televisão) De fato, para que o inconsciente exista, é ainda necessário que ele seja reconhecido. # Mas esse reconhecimento não é um reconhecimento do pensar, é um reconhecimento do ser, ou seja, o psicanalista reconhece como ato, a partir de seu ser e de seu próprio inconsciente, o inconsciente do outro. Para reconhecer que o ato do analisando é um colocar em prática o inconsciente, é preciso, ...