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Mostrando postagens de Abril 29, 2012

Homossexualidade e Psicanálise

A relação entre psicanálise e homossexualidade dificilmente pode ser considerada estável. A posição do próprio fundador da disciplina, que possuía uma compreensão “perversa polimorfa” da sexualidade, na qual “todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e que de fato a consumaram no inconsciente”, era que a homossexualidade “não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença” Apesar disso, durante décadas as instituições psicanalíticas promoveram uma visão moralizante da conduta sexual, entronizando a heterossexualidade reprodutiva como destino de uma sexualidade supostamente normal. Este debate perpassou a história da psicanálise, sendo abordado de maneiras diversas na esteira dos seus movimentos teóricos e instituições. Dois psicanalistas do Rio de Janeiro, Antonio Quinet (UVA) e Marco Antonio Coutinho Jorge (UERJ), propõem retomar os conceitos de Freud e de Lacan para trazer à luz para a sociedade…