A mulher, de Lacan, que não existe

Desde o início da civilização até hoje, vemos uma impropriedade comum no tratamento da mulher O que Lacan sabia das mulheres? É a pergunta, em título, do Colóquio de Miami, em junho de 2013. Nós todos conhecemos a resposta, Lacan a deu inúmeras vezes nos últimos anos de seu ensino. Ele a sintetizou em quatro palavras. Lacan sabia das mulheres que: A MULHER NÃO EXISTE. O que está condensado nessa oração aforismática é uma radical revolução no laço social, pois aponta a uma mudança de paradigma com implicações fundamentais na clínica e na vida em geral da pós-modernidade. É a isso que vou me dedicar a analisar nesse breve artigo: a. como a mulher era vista; b. o que há de novo quando a mulher não existe; c. a possibilidade de um novo amor: a ressonância; d. a segunda clínica: a consequência; e. “a mulher de Lacan e a mulher de hoje”, tema dessa mesa. Como a mulher sempre foi habitualmente vista? (*) Começou como sempre, no começo. No Gênesis, quando Deus diz...