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Mostrando postagens de março, 2015

Michel Foucault: Biopoder e Biopolítica

Genealogia do Biopoder O objetivo do presente artigo é o de rastrear os elementos e articulações que possibilitaram a Michel Foucault a elaboração dos conceitos de biopoder, biopolítica, governamentalidade e segurança. Pretendemos fazer uma genealogia do biopoder e da biopolítica, buscando retraçar os caminhos que tornaram possível a construção dessas noções.   As questões e problematizações em torno das noções de biopoder, biopolítica e população já estavam presentes no pensamento de Foucault, ainda que de forma germinal, pelo menos desde 1974; podemos constatar isso nas três conferências do Rio de Janeiro, realizadas no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em outubro daquele ano, e mais tarde, em 1976, no artigo “La Politique de la santé au XVIII siècle” (Foucault, 1976b) , trabalho que foi reeditado com modificações e acréscimos em 1979 (Foucault, 1979/2001d) . As conferências do Rio de Janeiro tinham como tema geral o...

Pascal Bruckner por Jurandir Freire Costa

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Amores Expressos Jurandir Freire Costa O   Paradoxo Amoroso – Ensaio sobre as Metamorfoses da Experiência Amorosa , de Pascal Bruckner, é mais um trabalho sobre o amor. O autor aborda o tema em modo de ensaio, ou seja, sem sistematizar a armadura conceitual histórica, filosófica, psicológica, semântica etc. da leitura escolhida. Nesse sentido, o livro tem o perfil de uma meditação moralista   à la Montaigne, Pascal, La Rochefoucauld ou outros do gênero. A pretensão é absolutamente legítima, mas paga o preço da escolha do método. Primeiramente, os pontos fortes. Bruckner observa a distância o panorama amoroso contemporâneo, revelando suas linhas de força. A tese é, grosso modo, a seguinte: somos filhos inconscientes do Maio de 1968. A revolução amoroso-sexual daquele período triunfou. Não, porém, como previam os protagonistas do acontecimento. As astúcias da história transformaram a fantasiada liberação sexual em pesadelo amoroso. Somos livres para amar...