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Mostrando postagens de outubro, 2016

Pós-Modernidade, hipermodernidade ou contemporâneo?

O olhar sem véu: transparência e obscenidade  Tania Coelho dos Santos Nem modernos, nem pós-modernos  Pós-modernidade, hipermodernidade ou contemporaneidade? Qual é o melhor termo para qualificar o tipo de laço social ao qual vamos nos referir neste artigo? O primeiro termo foi cunhado por J. F. Lyotard (1986)1 e designa o advento do relativismo pós-científico. Guiddens (1991) não advoga um corte entre a modernidade e o período que a sucede, preferindo designá-lo como hipermodernidade. O termo contemporaneidade é mais difuso e designa o conjunto de transformações sociais, tecnológicas e econômicas do tempo em que vivemos. Prefiro o termo hipermodernidade porque minha tese é a de que vivemos uma torção e não uma ruptura. Minha tese é a de que a hipermodernidade é o desmentido de que o Nome do Pai seja o agente da lei simbólica.  É consenso entre os psicanalistas lacanianos que a imago paterna não é mais o semblante que regula o campo pulsional. O que é ...

REAL, SIMBÓLICO E IMAGINÁRIO - CURSO UFSC

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Para transmitir o modo de lidar com a singularidade humana fora de qualquer dualismo - corpo e mente, razão e emoção, significante e pulsão - Freud recorre a fragmentação do aparato psíquico. Esse movimento de construção, que simultaneamente é também de fragmentação, irá ser desdobrado em dois períodos da teoria freudiana. A construção do primeiro movimento – primeira tópica - começa a ser exposta no capítulo VII de A interpretação dos sonhos, em 1900 , e se caracterizará por três instâncias: Inconsciente, Pré-Consciente e Consciente. Esta articulação será sucedida em 1920, por uma segunda tópica, elaborada em resposta aos problemas da psicose, que também irá se constituir em três instâncias psíquicas: Isso, Superego e Ego.   Em seu movimento de retorno a Freud, Lacan irá articular a construção psíquica freudiano com os três registros: Real, Simbólico e Imaginário. Esta tripartição estrutural será estabelecida por Lacan na conferência da fundação da Sociedade Francesa de...

Questões de Gênero em Psicanálise

Possibilidade de uma ética não individualista da psicanálise Colette Soler Resumo: Em sua terceira conferência "Possibilidade de uma ética não individualista da psicanálise", Colette Soler levanta a questão de saber como uma ética não individualista é possível para os  falasseres , definidos como unaridades, e também no contexto de um discurso capitalista, que não é o avesso da psicanálise, mas que comporta um homólogo "não há relação social". Conferência de encerramento do XIV Encontro Nacional da EPFCL – Brasil Belo Horizonte 27/10/2013 Eu parti, ontem, das diferenças das posições éticas e evoquei a ética do discurso psicanalítico. Gostaria de voltar a falar disso para vocês. Depois de ter falado das posições éticas pessoais, vou falar, hoje, da ética psicanalítica, ponto sobre o qual Lacan jamais variou. Essa ética não é individualista. Com o que ele avançou no final do seu ensino, evidentemente, a questão da possibilidade de uma ética não in...