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CONVITE

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O Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar  em Ciências Humanas e Núcleo de Antropologia   Visual e Estudos da Imagem da UFSC  convidam para a palestra   “A Portal to Freedom:  Cinema’s Emergence in the Early Twentieth  Century  Prison”,  da  profa. ALISON GRIFFITHS,  no dia 11 de outubro [quinta-feira],  às 15 horas, no  Auditório do CFH. [haverá tradução simultânea]

CONVITE

I Seminário de Artes, Filosofia  e Processos Culturais Local: Universidade Federal da Fronteira Sul Data: 24 e 25 de Outubro 2012 Inscrições e Informações: http://eventoartefilosofiaprocessosculturais.blogspot.com.br/

Supereu: avesso do desejo

Realização : Andréa Carvalho Mendes de Almeida, Bela M. Sister, Danielle Breyton, Deborah Cardoso, Silvio Hotimsky e Susan Markuszower. Tradução : Stella Maris Schebli. Por mais de trinta anos, Marta Gerez Ambertín , psicanalista argentina, rastreou de maneira exaustiva o conceito de supereu na teoria psicanalítica, retomando os textos de Freud e Lacan para tentar desfazer os inúmeros mal-entendidos que surgiram nas leituras pós-freudianas. Instância polêmica, assim ela nos apresenta o supereu: “não é individual nem social; não é interior nem exterior; não é própria nem alheia e, mais ainda, não é somente mera identificação ao pai, tampouco uma simples herdeira do complexo de Édipo. Nem materno nem paterno, nem feminino nem masculino, nem precoce nem maduro… seus enigmas invadem com interrogações a teoria e a clínica psicanalíticas” . Nos vários livros que escreveu, alguns já publicados em português – As vozes do supereu (Ed. de Cultura e EDUCS, 2003) e Imperativos ...

Arqueologia do campo

A introdução da psicanálise no Brasil não se confunde absolutamente com a sua institucionalização, se definirmos essa como a constituição de um sistema de ensino e de supervisão clínica que se sustenta fundamentalmente na análise de formação do futuro psicanalista. Assim, se a institucionalidade psicanalítica se iniciou com a fundação da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, nos anos 40, do século 20, quando aquele tripé foi então instaurado, a inscrição do discurso psicanalítico no Brasil se realizou nos anos 20 e 30, sendo incorporado por duas modalidades contrapostas de agenciamento. Por um lado, a psicanálise começou a se difundir no pensamento psiquiátrico, considerada que foi como uma de suas teorias, dentre outras, é claro, na medida em que enunciava novas etiologias possíveis para as perturbações mentais. A dimensão sexual passou a ser então considerada. Isso aconteceu tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, centros maiores que eram da psiquiatria bras...

Da responsabilidade na psicanálise

A situação em que me encontro aqui é curiosa: no que diz respeito à psicanálise, sou leigo - e no entanto é justamente o fato de eu ter um discurso diferente do de vocês que levou Jorge Forbes a me convidar, acreditando que algo do que tenha a lhes dizer, sobre a responsabilidade, possa servir à cura psicanalítica. Começaria dizendo que fomos educados numa ideia de responsabilidade que é moderna: uma pessoa responde pelo que escolheu. Aprendemos que liberdade implica responsabilidade . Uma longa negociação atravessa a adolescência mediante a qual procuram, os jovens, ter o máximo de liberdade e o mínimo de responsabilidade. É um engano; evidentemente, só haverá liberdade quando se estiver disposto a arcar com suas consequências . Eis o que podemos chamar de responsabilidade jurídica : uma pessoa só responde pelo que escolheu livremente. Nossa responsabilidade, em princípio, é total, pelos atos em que somos ou fomos livres. Por isso, condenamos quem se furta a responder pelas ...