TRANSFERÊNCIA E DROGADIÇÃO
Não há clínica sem transferência. Toda a clínica baseada no sujeito pressupõe a transferência, seja ela: médica, psicológica ou psicanalítica. Somente a clínica mecanicista, isto é, a que se constitui apenas pelos exames e medicações prescinde da transferência. Quando alguém procura um analista para marcar uma hora, dizemos que há uma demanda de atendimento, mas não há ainda transferência. A transferência se constituirá a partir das primeiras entrevistas. Para a clínica psicanalítica a transferência será o pivô, o eixo no qual gira, se desenvolve o tratamento . Por esse motivo é que para a psicanálise este termo ganha uma dimensão muito específica. Quando uma pessoa busca um analista, essa busca é vinculada à hipótese de que há um saber em jogo no seu sintoma. Ela quer saber o que se passa com ela: Porque repete uma conduta indesejável que não consegue parar? Qual a razão da sua inconformidade, se podia ser feliz com tudo que a vida lhe deu? Assim, se por um lado falta o saber, por ...