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Mostrando postagens de Abril 8, 2007
CURSO - 2007 O que é o insustentável da co-existência?
O que nos impele a viver junto, a fazer par, a amar? A tradição filosófica apela para o reencontro da unidade perdida. Amar é aspirar a ser um só. Por sua vez, na tradição da teoria psicanalítica – a obra de Freud - o amor reina entre as águas do narcisismo e da idealização. Amar implica em querer ser amado e dar consistência à vaidade do amor que se dirige ao próprio eu. É, por isso mesmo, a via do amor-paixão que coloca em cena o objeto amoroso na vertente da idealização. O registro do impossível – do objeto para sempre perdido – é negado e substituído pela promessa de felicidade. Nega-se a castração para sustentar a ilusão de que o amado tem o que falta ao amante. Seguindo a trilha freudiana, Lacan, primeiramente, localizou o amor no campo do Imaginário. É a versão do amor que engana e é enganador: dois semelhantes se ligam num engodo de aprisionamento em que se perdem transitando do amor à agressividade. Trata-se do equivoco de p…