Postagens

Mostrando postagens de abril, 2008

Merleau-Ponty e Psicanálise

Marcado pela herança filosófica de Husserl e procurando se deslocar dos impasses teóricos colocados pela filosofia da consciência, Merleau-Ponty indicou desde o início de seu percurso a necessidade de tematizar a abertura originária da consciência para o mundo e para o outro. Nesse contexto, o estudo da percepção ocupou um lugar central em sua pesquisa. Apesar de a categoria de consciência implicar a idéia de intenção da fenomenologia de Husserl, isto é, a consciência ser sempre consciência de algo que a transcende e estar inserida num corpo, a consciência ainda é o campo da referência fundamental da fenomenologia de Merleau-Ponty. Vale dizer, mesmo sendo consciência perceptiva, ainda é no campo da consciência que se realizam as indagações teóricas de Merleau-Ponty. A categoria de inconsciente não poderia ter lugar nesta concepção filosófica, de maneira que, no momento inaugural deste discurso, o pensamento freudiano foi criticado em seu fundamento, sendo considerado um modelo mecan...

O Inconsciente Freudiano

3ª. Aula O inconsciente freudiano Ao criar a noção do inconsciente, Freud delimitou desde 1895 – Projeto para uma Psicologia Científica – a idéia de uma tópica psíquica estruturada segundo um modo plurissistêmico, com articulações e interferências intra e intersistêmicas de uma sutileza que ele não cessará de precisar no prolongamento de sua obra. Processos psíquicos do ponto de vista Sistemático Concepção Tópica : Supõe uma diferenciação do aparelho psíquico num certo número de sistemas dotados de características ou funções diferentes e dispostos numa certa ordem uns relativamente aos outros, o que permite considerar metaforicamente como lugares psíquicos de que podemos fornecer uma representação figurada espacialmente. Dimensão Dinâmica : Considera os fenômenos psíquicos como resultantes do conflito e de composição de forças. O inconsciente exerce uma ação permanente, exigindo uma força contrária, igualmente de forma permanente, para lhe interditar o acesso à consciência. O car...
Professor Denilson Lopes convida: O Núcleo de Cultura e Tecnologia da Imagem (N-Imagem) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a MP2 Produções estarão lançando, no dia 11 de abril de 2008, no Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Salão Moniz Aragão, Av. Pasteur 250, Praia Vermelha) o DVD contendo toda a obra em vídeo da artista Letícia Parente. Letícia Parente nasceu em Salvador, em 1930, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1991. Doutora em química, professora titular da Universidade Federal do Ceará e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, foi uma das pioneiras das novas mídias no Brasil (xérox, arte postal, vídeo arte). Entre 1975 e 2008, participou das mais importantes manifestações de vídeo arte no Brasil e no exterior. Seu vídeo Marca Registrada (1975) tornou-se um emblema da vídeo arte no país. Depois de um longo trabalho de pesquisa e restauração, patrocinado pela Petrobras por meio do seu programa Petrobrás Cultural - Memória ...

Aula: Introdução ao estudo de Lacan

Segunda Aula 01 de abril de 2008 Jacques Lacan: Os pais: Émilie Philippine Marie Baudry e Charles Marie Alfred Lacan. (Descendentes de prósperos comerciantes e católicos fervorosos.) Os irmãos O casal, Émile e Charles, teve quatro filhos: 1º. Jacques-Marie Émile Lacan (13 de abril de 1901 - 9 de setembro de 1981) 2º. Raymond (faleceu aos dois anos) 3º. Madeleine (casada, em 1925, foi viver na Indochina) 4º. Marc-Marie (Marc-François) – monge beneditino (ordenado em maio de 1935) A medicina : Entre 1927 e 1931, estudou a clínica das doenças mentais e do encéfalo no hospital Sainte-Anne, e estagiou na enfermaria especial da Chefatura de Política, para onde eram levados com urgência os indivíduos “perigosos”. “Ele participava, na cantina da sala de plantão, junto com alguns colegas, da aristocracia dos candidatos à chefia da clínica. Fazia suas refeições à ‘mesinha’ animada por Henri Ey, onde se empregava o vocabulário elegante da fenomenologia e se via com desprezo o velho organicismo...