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Mostrando postagens de outubro, 2013

Thomas Mann por Daniel Piza

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Mann, o humanista Escrevendo em 1952 sobre Émile Zola, que no célebre artigo Eu Acuso defendeu o capitão judeu Dreyfus das acusações de espionagem, Thomas Mann (1875-1955) lembra como um grande autor era capaz de provocar indignação e revoltar o mundo e diz que “desde então o retrocesso ético tem sido terrível”. A humanidade se tornou embrutecida, apática, uma multidão de “aleijões morais”. Muito antes, em 1929, descrevendo o classicismo de Lessing, o escritor alemão dá outro salto para o presente e afirma: “Já fomos tão longe no campo do irracional”. A modernidade vinha se tornando mais e mais avessa ao intelecto, às ideias, à noção básica de sensatez. E é esse ponto de vista, de um humanismo que quer assimilar as paixões e as pulsões, que une os ensaios de O Escritor e sua Missão (editora Zahar), finalmente traduzidos no Brasil. O livro serve não apenas para reafirmar a filosofia ética e estética de Mann, mas também para registrar mais uma vez o papel do gênero ensaístico...

"Filósofos são Produtores de Conceitos"

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"Filósofos são produtores de conceitos", diz Peter Sloterdijk Peter Sloterdijk é um dos filósofos mais conhecidos da atualidade, também ativo como autor de livros e artigos   para conceituados jornais e revistas alemães. Ao lado do colega   Rüdiger Safranski , ele apresenta na TV o programa   Das Philosophische Quartett   (O quarteto filosófico), onde dá ao público acesso a temas filosóficos, e filosofa sobre assuntos que movimentam a opinião pública. Há dez anos ele é reitor da Escola Superior de Design, em Karlsruhe. Entre os docentes da instituição encontram-se não apenas designers e artistas de novas mídias, como também filósofos e sociólogos. Ainda assim,   Sloterdijk   classifica como marginal o papel da filosofia no século atual. Em entrevista à   Gaby Reucher   ele fala sobre a função do filósofo em nossa época de reviravolta social. - O senhor tem um programa de televisão, Das Philosophische Quartett, e cada vez ma...