Da Agressividade à Pulsão de Morte
O cultivo do ódio e as comunidades de gozo Os destinos da pulsão de morte e da agressividade no laço social em Freud, Lacan e Peter Gay. Pensar a relação violência e laço social exige afastar duas tentações teóricas opostas. Primeiramente, o reducionismo biológico — que toma a agressividade como um instinto natural de sobrevivência ou dominância. E, em segundo lugar, o que poderíamos denominar de moralismo sociológico, que percebe a violência apenas como uma anomalia temporária, uma falha na engrenagem civilizatória. A teoria psicanalítica, tanto em Freud como em Lacan, oferece uma via alternativa de compreensão ao demonstrar que a agressividade, o ódio e a destrutividade não são acidentes do percurso cultural, mas dimensões constitutivas da experiência do sujeito e da economia pulsional. Contudo, se a pulsão fornece a dimensão estrutural do problema, são as formações históricas que moldam os objetos e os caminhos pelos quais essa força se descarrega, se mascara ou se sublima. Ao...