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CONVITE Grupo de Estudos: "A fenomenologia da percepção" Horário: 14H00 às 16H00 Dia: Quinta Feira Local: NIM - Núcleo de Investigações Metafísicas (sala 207 - prédio novo CFH) Serão fornecidos certificados para os participantes. ####
Para acessar a obra de Freud e Lacan na rede. FREUD: http://www.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=2&searchName=freud&searchmode=2&searchName=freud&searchDescription=&searchExtention=&sizeCriteria=atleast&sizevalue=10&start=0 LACAN: http://www.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=2&searchName=lacan&searchmode=2&searchName=lacan&searchDescription=&searchExtention=&sizeCriteria=atleast&sizevalue=10&start=0

Corpoalíngua 4 x 4

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Primeira Aula 18 de agosto de 2009 Neste semestre começamos o quarto curso vinculado ao Grupo de Estudo de Arte, Filosofia e Psicanálise . A proposta desse grupo, desde o início do projeto, é abrir um diálogo entre este saber – a filosofia –, e os dois processos de criação, ou melhor, de invenção (pois, inventar é dar uma nova forma a algo que já existe), que são o trabalho do artista e o trabalho do psicanalista. Relaciono o trabalho do psicanalista ao trabalho do artista, por acreditar que o que está em jogo no divã, se aproxima muito mais do procedimento de invenção de um saber, do que de um procedimento epistemológico. Podemos dizer: Assim como Marcel Duchamp, inventou um vaso sanitário como objeto de arte; em uma análise, inventamos um nome para objeto a . Essa nomeação vai gerar uma série de efeitos sobre a forma do gozo e no modo de operar o desejo de um sujeito. Sobre o curso desse semestre, eu gostaria de iniciar apontando três intenções: Em primeiro lugar...

Libertinagem

Giordano Bruno : “Meus pensamentos são meus cães. Eles me devoram.” Diderot : “Meus pensamentos são minhas prostitutas. Eu os deixo livre para seguir a primeira idéia.” Jacques-Alain Miller: O que é libertinagem? É gozar, sem dúvida, mas gozar sem ser escravo do seu gozo. É, pelo contrário, ser dono do seu gozo. Trata-se de amar sua pulsão na indiferença do objeto, uma ou outra. É essencialmente não desposar nenhum pensamento, mas extrair de cada um uma satisfação que não aprisiona.

CURSO PSICANÁLISE

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O que causa o teu desejo? O desejo na clínica lacaniana ##### Sabemos que a natureza última do desejo é da categoria do impossível, mas, sabemos também, que a nossa experiência cotidiana como sujeitos desejantes não acontece nesse nível. O lugar dos objetos do desejo é o campo das representações da realidade e dos objetos ditos reais. Nesse campo, não falamos o desejo, mas do desejo. Na vida cotidiana caminhamos em direção a objetos secundários que aparecem para a consciência como objetos possíveis cujo alcance depende pelo menos em parte de nossa ação voluntária, consciente. Em Freud, a realidade e seu Princípio só se introduzem no campo do desejo a partir do fracasso da satisfação alucinatória através da qual o psiquismo da criança tenta contentar as demandas imediatistas e onipresentes do Princípio do Prazer. O fracasso, parcial, do Princípio do Prazer inaugura a um só tempo três instâncias para a psique: o tempo, a realidade e o sujeito. O sujeito, visto aqui, ...

CURSO

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Curso de História da Arte: Introdução ao Pensamento Plástico Ministrante: MSc. Ligia Czesnat Local: Museu Victor Meirelles Número de aulas: 4 aulas de 2:30 hs. Início: 10/08/09 Horário: 18H30 as 21H00 Ementa: Analisar conceitos importantes para a compreensão do pensamento plástico, decorrentes dos conflitos entre a percepção verbal e a invenção plástica. Entendendo que a obra de arte pictórica fala por si, e, portanto, esta fronteira porosa será enfrentada a partir de conceitos da própria pintura, além de imagens anacronicamente extraídas da História da Arte, buscando uma interlocução entre o visível-visual e o visível-dizível. 1ª aula: Pintura como Catástrofe . Com a utilização de um conceito instrumental deleuziano de catástrofe, procurar-se introduzir outra noção sobre a criação plástica, a partir da formulação de conceitos relacionados com a pintura em momentos diferentes da história da arte. 2ª aula: Pintura Narrativa X Pintura Figural. Usando o conceito de feito pictórico, compr...

Da amizade como modo de vida

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De l'amitié comme mode de vie. Entrevista de Michel Foucault a R. de Ceccaty, J. Danet e J. le Bitoux, publicada no jornal Gai Pied, nº 25, abril de 1981, pp. 38-39. Tradução de wanderson flor do nascimento. Você tem cinquenta anos. É um leitor deste jornal que existe há dois anos. O conjunto destes discursos te parece algo de positivo? Que o jornal exista, é algo de positivo e importante. Ao seu jornal, o que eu pediria era que, lendo, eu não tivesse que colocar a questão da minha idade. Ora, a leitura me força a colocá-la. E eu não fiquei muito contente com a maneira que fui levado a fazê-lo. Muito simplesmente, eu não teria lugar ali. Quem sabe o problema seja da faixa etária dos que colaboram e dos que lêem: uma maioria entre 25 e 35 anos. É claro. Quanto mais escrito por pessoas jovens, mais diz respeito às pessoas jovens. Mas o problema não é ceder lugar a uma faixa etária de um lado a outro, mas saber o que se pode fazer em relação à quase identificaç...

Convite

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########### As Sonatas para piano de Wolgang Amadeus Mozart Com o pianista e compositor Alberto Adré Heller Dia 06 de Agosto - Quinta Feira 19H00 Teatro Alvaro de Carvalho - TAC Sonata nr.6 em ré maior (“Dürnitz”), KV 284 (München, 1775) Allegro / Rondeau en Polonaise: Andante / Andante (tema com 12 variações) Sonata nr.7 em dó maior, KV 309 (Mannheim, 1777) Allegro con spirito / Andante un poco adagio / Rondeau: Allegretto grazioso Sonata nr.8 em ré maior, KV 311 (Mannheim, 1777) Allegro con spirito / Andante con espressione / Rondeau: Allegro Sonata nr.9 em lá menor, KV 310 (Paris, 1778) Allegro maestoso / Andante cantabile con espressione / Presto

Lições de Stonewall a São Paulo

1969, Stonewall, Nova York. 2009, atentado com bomba na Parada Gay em São Paulo. Após sucessivas batidas policiais com humilhação e prisão no Bar Stonewall, reduto gay do Greenwich Village em NY, os homossexuais reagiram e se rebelaram contra a polícia; a rebelião ganhou o apoio dos passantes e os policiais recuaram. É o marco histórico do início do movimento de emancipação e liberação dos homossexuais e do combate à homofobia. No ano seguinte, deu-se a primeira Parada Gay. Em São Paulo, além da bomba atirada numa sacola do alto de um prédio, outras agressões deixaram rapazes feridos. Um deles morreu. Aos 40 anos de Stonewall, ataques como o de São Paulo estão além da homofobia. São atos de homoterrorismo. Apesar das transformações nos costumes e leis e da maior liberdade de expressão da opção sexual, prevalece, mundo afora, a repressão através de atos de guerra. No Brasil, o número de assassinatos de homossexuais aumentou 55% em 2008 em relação ao ano anterior, revela a pesquis...

Semínário XVIII

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۝۝۝۝۝ Acaba de chegar às livrarias o Seminário XVIII de Lacan: de um discurso que não fosse semblante . S obre este Seminário, anuncia Jacques-Alain Miller: “Título enigmático, à primeira vista. Forneçamos a chave: trata-se do homem e da mulher – de suas relações mais concretas, amorosas e sexuais, na vida do dia a dia, sim, bem como em seus sonhos e fantasias. Isso nada tem a ver, é claro, com o que a biologia estuda sob o nome de sexualidade. Mas será preciso, por isso, deixar esse campo entregue à poesia, ao romance, às ideologias? Tenta-se aqui fornecer dele uma lógica. É ardiloso.” ۝۝

O Discurso, O Desejo

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Em uma sociedade como a nossa, conhecemos, é certo, procedimentos de exclusão . O mais evidente, o mais familiar também, é a interdição . Sabe-se bem que não se tem o direito de dizer tudo, que não se pode falar de tudo em qualquer circunstância, que qualquer um, enfim, não pode falar de qualquer coisa. Tabu do objeto, ritual da circunstância, direito privilegiado ou exclusivo do sujeito que fala: temos aí o jogo de três tipos de interdição que se cruzam, se reforçam ou se compensam, formando uma grade complexa que não cessa de se modificar. Notaria apenas que, em nossos dias, as regiões onde a grade é mais cerrada, onde os buracos negros se multiplicam, são as regiões da sexualidade e as da política: como se o discurso, longe de ser esse elemento transparente ou neutro no qual a sexualidade se desarma e a política se pacifica, fosse um dos lugares onde elas exerçam, de modo privilegiado, alguns de seus mais temíveis poderes. Por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca ...

Inconsciente

۝۝۝ Algumas associações sobre o inconsciente, a partir das questões levantadas por Nasio. ۝۝۝ “o sonho é a epifania do outro”. Maria [23/06/09] O sonho é a epifania do outro... 09 de julho e já não me lembro mais em que contexto foi me dado a frase. Leio-a aqui, como coisa do dia, e flutuam os vocábulos, cada um grávido de si, o sonho, a epifania, o outro. O inconsciente, pois, redunda operativo, no tropeço, no impossível do inconsciente do outro. O que existe então é um inconsciente posto às claras no encontro. Onde a conversa, não é propriamente conversa, é uma fala que se dá às avessas. Há tempos de uma captura colossal. Segundos, às vezes, e basta um segundo. Neste tempo não há cronologia, o deus se isenta, extinto da lógica, do logos numérico, retórico, discursivo. Um entre-reinos, interregno, uma fenda, um furo, uma passagem, entre caos e cosmos. Caosmose, fala Guattari. Numa língua dura e deslizante. O insconsciente feito usina, máquina desejant...
Inconsciente: Para começar, o inconsciente revela-se num ato que surpreende e ultrapassa a intenção do analisando que fala. O sujeito diz mais do que pretende e, ao dizer, revela sua vontade. # Esse ato, mais do que revelar um inconsciente oculto e já presente, produz o inconsciente e faz com que ele exista. # Ora, para que esse ato efetivamente dê existência ao inconsciente, é indispensável que um outro sujeito escute e reconheça a importância do inconsciente, sendo esse sujeito o psicanalista: “... o inconsciente implica que ele seja escutado? Em minha opinião, sim”, respondeu Lacan. (Televisão) De fato, para que o inconsciente exista, é ainda necessário que ele seja reconhecido. # Mas esse reconhecimento não é um reconhecimento do pensar, é um reconhecimento do ser, ou seja, o psicanalista reconhece como ato, a partir de seu ser e de seu próprio inconsciente, o inconsciente do outro. Para reconhecer que o ato do analisando é um colocar em prática o inconsciente, é preciso, ...

Pontuações sobre a direção de uma análise:

O analista não dirige o paciente, mas dirige o tratamento. O analista faz parte do sintoma. Se ele não intervier, não tem análise. O analista tem que transformar o particular em singular. Ele chega à singularidade quebrando a expectativa do todo. ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ
2ª. Aula ♪♪♪♪♪ Texto para o Cartel de MG ♪♪♪♪♪ Falamos até aqui da importância dos três registros na teoria lacaniana: RSI. Vimos que o Real é o impossível de simbolizar: “o que não cessa de não se escrever”. E que o objeto a , no Registro do Real é a coisa ( das Ding ), o vazio: causa de desejo. Dizer que o objeto a “é causa de desejo” não é o mesmo que dizer que “é a causa do desejo”. O objeto não é causa primeira, nem causa última. Afinal, a psicanálise não é uma teoria desenvolvimentista. Causa, neste sentido, pode ser compreendida como potência. É como dizer que a tela em branco é causa de imagens, na arte e no cinema. Quando entramos em um cinema e constatamos a presença da grande tela em branco, podemos ficar tranqüilos, pois sabemos que ao apagar das luzes a tela se iluminará permitindo o desenrolar da outra cena. ### Vimos que o registro do Simbólico é o campo da contingência: “do que cessa de não se escrever”. É, por isso mesmo, o campo do Outro (A). Lembremo-nos que a noçã...

Aula de 14 de abril

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♪♪♪♪♪ Texto para o Cartel de MG ♪♪♪♪♪ Em 1953, na fundação da Sociedade Francesa de Psicanálise, Lacan pronuncia uma conferência que intitula de “O simbólico, o imaginário e o real. A partir daí, a tripartição estrutural real-simbólico-imaginário – RSI – foi objeto de contínua investigação até o último de seu Seminário. Vinte anos depois (1974-75) apresenta o Seminário denominado RSI, reunindo os três registros sob a ótica do nó borromeano. Nesse Seminário, Lacan utiliza a imagem do nó borromeano para representar as relações de dependência recíprocas entre os três registros. Esses três registros são absolutamente indissociáveis. Eles se entrelaçam e, juntos, dão consistência e existência ao psiquismo. Podemos dizer que a noção do nó borromeano em Lacan é análoga a noção de estrutura psíquica em Freud. O Real O campo do Real não é a realidade externa, material ou não, nem muito menos a realidade psíquica de Freud, constituída pela fantasia; o Real é o que subsiste a to...
Textos para o Cartel de MG ### O espelho Esboços de uma nova teoria da alma humana ### Machado de Assis ### Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo. Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinqüenta ano...