Algumas associações sobre o inconsciente, a partir das questões levantadas por Nasio. “o sonho é a epifania do outro”. Maria [23/06/09] O sonho é a epifania do outro... 09 de julho e já não me lembro mais em que contexto foi me dado a frase. Leio-a aqui, como coisa do dia, e flutuam os vocábulos, cada um grávido de si, o sonho, a epifania, o outro. O inconsciente, pois, redunda operativo, no tropeço, no impossível do inconsciente do outro. O que existe então é um inconsciente posto às claras no encontro. Onde a conversa, não é propriamente conversa, é uma fala que se dá às avessas. Há tempos de uma captura colossal. Segundos, às vezes, e basta um segundo. Neste tempo não há cronologia, o deus se isenta, extinto da lógica, do logos numérico, retórico, discursivo. Um entre-reinos, interregno, uma fenda, um furo, uma passagem, entre caos e cosmos. Caosmose, fala Guattari. Numa língua dura e deslizante. O insconsciente feito usina, máquina desejant...