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Mostrando postagens de 2010

FELIZ ANO NOVO!

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FELIZ 2011! NUNCA É TARDE DEMAIS PARA COMEÇAR TUDO DE NOVO. 

FELIZ NATAL

Aos amigos que passam por esse e tantos outros  caminhos comigo, Meus sinceros votos de Feliz Natal .

Convite

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15 de Dezembro - Quarta Feira Das 20:00 às 22:30 Galeria de Artes Luciano Martins, Anexo ao Nomuro Lounge Curadoria: Myrine Vlavianos Exposição de 16 a 23 de Dezembro de 2010 Av. Afonso Delambert Neto, 103 Lagoa da Conceição - Florianópolis-SC

O que é ser normal?

Lacan dizia que o sintoma ajuda o neurótico a viver e que a análise não pretende levá-lo à normalidade, ao menos não à normalidade pura. O psicótico é o normal. Ser normal é ser completamente dentro de uma norma, a ponto de não perturbar mais a norma. Assim, acaba-se com o sujeito. O psicótico seria aquele que não suporta a anormalidade.

Gênese e estrutura do objeto do fantasma em Jacques Lacan

Vladimir Safatle Amamos sempre através de qualidades de empréstimo. Pascal Tal como o ser em Aristóteles, o fantasma em Lacan se diz de várias maneiras. Neste artigo, trata-se de se concentrar na natureza específica e na função dos objetos fantasmáticos, já que foi através do problema do objeto que a reflexão lacaniana sobre o fantasma organizou-se. Se pensarmos, por exemplo, na definição do fantasma como uma cena imaginária na qual o sujeito representa a realização de seu desejo, veremos que tal representação é produção de um objeto próprio ao desejo. Pois o fantasma aparece como esta construção que indica a maneira singular através da qual cada um de nós procura determinar um caminho em direção ao gozo . Este é ao menos o sentido da definição lacaniana: “o fantasma faz o prazer próprio ao desejo” (LACAN, 1966, p. 774). Não se trata apenas de afirmar que o fantasma indica a predominância do princípio de prazer na realidade psíquica. Lembremos que, para Lacan, o de...
O trabalho da forma no pensamento de Jacques Lacan: notas sobre a relação entre estilo, sintoma e subjetividade Meu estilo é o que ele é Jacques Lacan Vladimir Safatle Ilegível. Eis o adjetivo preferido quando o assunto é Jacques Lacan. "O que bem se concebe, claramente se enuncia", costuma-se dizer a respeito desta obra capaz de causar vertigens devido a suas rupturas de planos conceituais, suas bricolagens teóricas com a história da filosofia e à incidência de formalizações lógico-matemáticas aparentemente psicóticas. Mas ‘ilegível’ não era exatamente a forma que o psicanalista gostaria de ser lembrado: "Bastam dez anos para que o que escrevo se torne claro para todos" . Mais de dez anos se passaram e o que vemos é o retorno, à passarelas das modas intelectuais, da crítica ao pretenso hermetismo do pensamento francês contemporâneo. Crítica cujo alvo preferido é sempre Jacques Lacan . Mas a verdade é que há alguma coisa em Lacan que ainda i...

DIÁLOGOS ENTRE FILOSOFIA E LITERATURA SAEM DO CAFÉ PARA O LIVRO

CONVITE  Obra reunindo oito artigos que colocam em conversa pensadores e l iteratos será lançada na quarta-feira, 24 de novembro, às 17 horas, na Livros e Livros. Filosofia e literatura sempre renderam bons diálogos em cafés, mesa de bar, congresso e livros. Das discussões mensais em torno do Projeto Café Filosófico, realizadas pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC desde 2008, nasceu o primeiro livro da série Café Filô. Oito ensaios resultantes desses cafés estão reuni dos na obra Filosofia e Literatura, lançada pela Bernúncia Editora, de Florianópolis, e organizado pela filósofa Maria de Lourdes Borges e pelo professor de literatura José Roberto O´Shea. A obra tecida na costura dessas duas áreas do conhecimento que entrelaçam a verdade racional da ciência e a verdade simbólica e sensível da arte será lançada na quarta-feira, 24 de novembro, às 17 horas, na Livros e Livros, no Centro de Eventos da UFSC. Com este número, a série Café Filô dá início à publicação de colet...

Psicanálise: pequeno percurso histórico

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A psicanálise nasceu como uma clínica inovadora para o tratamento da histeria e dos distúrbios da sexualidade; tornou-se um fenômeno da cultura e encontra-se hoje em mais de 40 países, sob a forma de diferentes correntes teóricas embasadas no pensamento freudiano. A psicanálise tem sua origem com a publicação de “A interpretação dos sonhos”, em 1900, quando Sigmund Freud (1856 – 1939) introduziu as bases teóricas de uma clínica que rompeu com as concepções clássicas da época. A obra já expressa também reflexões sobre a teoria da sexualidade humana a ser elaborada, em 1905, nos “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”. Em 1902, com a Primeira Tópica delineada, Freud funda a Sociedade Psicológica das Quartas – feiras. O grupo era constituído por vienenses, judeus, asquenazes, progressistas e eruditos. Eram principalmente médicos, mas também filósofos, artistas e educadores. Entre eles, Alfred Adler, Wilhelm Stekel, Paul Federn, Otto Rank, Fritz Wittels e Max Graff. Até 1...

Ecos de Freud

Freud realizou uma longa viagem no tempo e no espaço para muito longe de sua amada casa em Viena. Esteve em Paris, na juventude, onde acompanhou o trabalho de Charcot e o espetáculo do hipnotismo: aonde uma Augustine, espécie de celebridade da época, era exibida em palestras públicas e sessões de fotografia como uma perfeita ilustração da histeria. Freud também se tornaria um “ídolo pop”, cujas proporções atingiriam escala mundial, com seu rosto expressivamente reproduzido com e sem seu emblemático charuto, em capas de livros, camisetas, selos, cartazes de cinema, marcas de charuto, canecas, quadros realistas e surrealistas. E suas idéias discutidas numa infinidade de livros, artigos acadêmicos, jornalísticos, romances, contos, poemas, peças de teatro, documentários e novelas de televisão. Até quem nunca leu a obra do mestre já ouviu falar dele tornando-o um símbolo de nossa cultura. Em 1896, Freud, em Viena, deve ter se sentido o homem mais solitário do mundo, apresentando-se à A...

Das singularidas

Ataco a tela branca de 1.80 x 1.40 centímetros. Escolho os maiores pincéis para aderir à maior quantidade de tinta. As tintas, não sei como as escolho. Pego todas as cores e as coloco sobre a mesa, junto com as cumbucas de água e um pano velho para limpeza do pincel. A primeira pincelada é a melhor. Pode ter qualquer tamanho, direção e cor. Não importa, até porque este é o primeiro quadro e pode ter muitas cores diferentes: primárias, secundárias, cinzas sempiternos, que se relacionam, e, por vezes, têm vontade própria. Os primeiros gestos são feitos de pinceladas mais calmas, sem pretensão e preocupação. São apenas gestos que desenham e colorem a tela. Em algum momento as pinceladas deixam de ser calmas. Começo o ataque à tela. Os gestos ficam velozes; o traço, a cor e a forma dão vida à tela. E eu desapareço. Depois, me recomponho. Muito cansada fisicamente, percebo a tela exageradamente colorida, com movimento e traços pulsantes. Acabo, então, a primeira etapa do process...