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Mostrando postagens de julho, 2015

Psicanálise e Cinema

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CINEMA E PULSÃO: SOBRE “IRREVERSÍVEL”, O TRAUMA E A IMAGEM Cinema e psicanálise são rigorosamente contemporâneos. Enquanto Freud publica com Breuer os Estudos sobre a Histeria, em 1895, os irmãos Lumière fazem as primeiras apresentações públicas de seu cinematógrafo. Freud jamais se ocupou dessa nova arte, apesar de conceder lugar privilegiado em sua obra, como sabemos, a analogias entre aparelhos óticos e o aparelho psíquico. Lou Andreas Salomé notava em texto de 1913, porém, que “a técnica cinematográfica é a única que permite uma rapidez de sucessão das imagens que corresponde mais ou menos às nossas faculdades de representação” e que “o futuro do filme poderá contribuir muito para a nossa constituição psíquica” ( SALOMÉ, 1913 apud BAUDRY, 1975, p. 57 ). A psicanálise talvez tenha dificuldade em se ocupar do cinema por estar dele mais próxima do que se pensa: ambos parecem partilhar uma radical crítica à mímesis – oriunda da criação da fotografia algumas décadas an...

Freud com os Escritores

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...... O ensaio termina com a evocação do fim do luto e de uma libertação da libido, pronta agora a reinvestir na vida e no mundo. “Reconstruiremos tudo que a guerra destruiu, talvez sobre uma base mais sólida e duradora do que antes.” A palavra alemã traduzida por “base” é Grund, isto é, “fundo”, e também “solo”, última referência à terra de Goethe. De maneira cativante e paradoxal, o movimento interior que nos carrega no vento da transitoriedade, da Vergänglichkeit, deixa transparecer o que dura no tempo. Por outro lado, o Grund, nesse diálogo entre o pensador e o poeta, na presença de Goethe, remete ao fundo, ao solo do pensamento e da poesia: a língua. A “transitoriedade” goethiana e o pensamento freudiano perduram na língua. A escrita é a morada do efêmero. Se o pensamento freudiano subsiste como obra, é pela força de suas descobertas intelectuais e por habitar poeticamente a língua. Habitar poeticamente uma língua significa que o pensamento encontra a poiesis das pa...

Ensaios sobre EDUCAÇÃO

O que o professor espera do aluno e,  o que o aluno espera do professor? Durante minha experiência como educadora no Ensino Fundamental participei de vários congressos seminários e pós- graduação. E, uma coisa é certa: alunos são sempre alunos em qualquer idade. Atualmente faço algumas palestras em diversos cursos do Ensino superior e observo que professores e alunos continuam os mesmos. Em 1994 com a nova LDB Lei de Diretrizes e Bases, fizemos um grupo de estudos e decidimos seguir a lei, começando pelo uso das novas nomenclaturas: professor era educador e alunos receberiam a denominação de estudantes ou educandos. Engraçado duas décadas depois este grupo não existe mais e estas nomenclaturas são pouco usadas e quem usa é visto como se falasse errado. Falar de educação, psicologia, desenvolvimento, aprendizagem é uma volta no tempo, um desafio dos velhos e dos novos tempos. Este texto é uma reflexão sobre educação, psicologia e aprendizado. É uma memória que se reasc...

Ensaios sobre EDUCAÇÃO

O Professor e o Novo Perfil dos Acadêmicos. Discutir o papel do professor universitário em pleno século 21 é discutir os desafios enfrentados pelo mesmo em uma época de transição entre a pedagogia tradicional e os novos modelos pedagógicos adaptados a este novo paradigma tecnológico. Neste patamar o professor se depara com alguns dilemas, Como, por exemplo, o desafio de dar aulas a uma geração que é extremamente inquieta e conectada. O uso de tecnologias móveis é, cada vez mais, uma constante em salas de aula de instituições de nível superior. Se utilizadas fora do contexto didático, na forma de mensagens de texto, vídeos, etc...  principalmente em disciplinas de conhecimento técnico, obrigatoriamente esta  prática interferirá  na  qualidade da aprendizagem do acadêmico. Pode-se ainda considerar que este fato, se constante, poderá também afetar a concentração do professor e demais alunos, mudando, para pior, o aspecto pedagógico da aula. ...