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Como ler Lacan - Slavoj Zizek

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Nunca defendi a ideia de que ler Lacan é uma tarefa fácil. Mas, acho que algumas leituras de Lacan são fascinantes. Entre elas, a do filósofo esloveno Slavoj Zizek. Em seu último livro editado no Brasil – Como ler Lacan , da editora Zahar – Zizek, novamente, acerta o ponto de sua estranha alquimia. Num estilo claro, mas nada despretensioso, o filosofo erudito e pop , nos leva a uma bela viagem ao mundo lacaniano através do modelo de leitura do próprio Lacan. “Lacan era um leitor e intérprete voraz; para ele, a própria psicanálise é um método de leitura de textos, orais (a fala do paciente) ou escritos. Não há maneira melhor de ler Lacan, então, que praticar seu modo de leitura e ler os textos de outros com Lacan. Assim, cada capítulo desse livro vai confrontar uma passagem de Lacan com um outro fragmento (de filosofia, de arte, de cultura popular r ideologia). A posição lacaniana será elucidada através da leitura lacaniana do outro texto.”

Cinema

O Fórum de Ciência e Cultura (FCC) em colaboração com a Escola de Comunicação e o curso de Direção Teatral da UFRJ têm a alegria de convidá-los para o início da mostra. A Cena do Cinema que pretende discutir as relações entre cinema, teatro e performance em filmes brasileiros contemporâneos, talvez como alternativas à hegemonia da tradição da telenovela e de um teatro naturalista. Teremos entre os convidados David França Mendes, Susana Ribeiro, Kiko Goifman, Jean-Claude Bernardet, Mario Bortolotto, José Eduardo Belmonte entre outros. No dia 6 de abril, às 19 h., no Salão Moniz de Aragão do FCC será exibido. A Falta que nos Move. (100 min.) seguido de um debate com a diretora Christiane Jatahy e os atores Marina Vianna e Pedro Brício. Para qualquer dúvida sobre a localização consultar www.forum.ufrj.br Contamos com sua presença e divulgação para eventuais interessados. Denilson Lopes, Superintendente de Difusão Cultural do FCC/UFRJ
Curso: O Alienista, as Psicoses e a Fenomenologia Ministrante: Prof. Dr. Marcos José Müller-Granzotto Semestre: 2010 /1 - 15 semanas - Créditos: 4 (quatro) Horário: 3a feira, 13:30 às 16:30 Programa I – INTRODUÇÃO: LOUCURA E FICÇÃO 1. A ficção no limiar entre a teoria e a loucura 2. A ficção fenomenológica sobre a loucura: lapso intencional 3. A ficção psicanalítica sobre a loucura: falta da falta 4. A ficção gestáltica sobre a loucura: ajustamento de busca 5. A ficção ético-política sobre a loucura: “Simão Bacamarte em Casa Verde” II – FENOMENOLOGIA DA PSICOSE 1. Fenomenologia filosófica: na encruzilhada entre a psicose e o naturalismo 2. Fenomenologia filosófica e fenomenologia psiquiátrica: a psicose entre o transcendental e o empírico. 3. História da fenomenologia psiquiátrica: da fenomenologia psiquiátrica descritiva às fenomenologias psiquiátricas genéticas 4. Diferença entre fenômeno psicótico e sintoma psiquiátrico segundo a fenomenologia p...

A escrita é uma zona erógena

É preciso escrever para reinventar continuamente a ilusão. Escrever é também, de certo modo, recusar ao pensamento a seriedade dos sistemas e permitir assim a livre circulação dos fantasmas. (...) Somente a escrita tem o poder de denunciar o saber e de fazer aflorar no texto a vida pulsional do pensamento. (...) A superfície produzida no ato de escrever é a da pele: a escrita é uma zona erógena. Pierre Fédida

O Objeto de arte

Romildo do Rêgo Barros Vocês certamente conhecem a história de Apeles, o célebre pintor da antiguidade que, escondido atrás de uma cortina, escutou o comentário feito por um sapateiro a respeito das sandálias que tinha pintado. Apeles aceitou a crítica e modificou as sandálias. No dia seguinte, o mesmo sapateiro criticou a forma da perna. O artista respondeu então com a frase que se tornou famosa: e sutor ultra crepidam, “o sapateiro não deve ir além das sandálias”. Essa frase, sem dúvida um pouco brutal – e que até poderia ser aplicada a mim próprio esta noite –, não quer dizer que um sapateiro não pode opinar sobre uma obra de arte, mas que quando se trata de um assunto diferente da sua atividade profissional, é preciso ter outros critérios: ou seja, um sapateiro, como sapateiro, somente pode falar sobre sandálias. Como vocês sabem, os objetos são geralmente qualificados de acordo com sua utilidade. Eles servem para algo. Uma caneta, por exemplo, serve para escreve...

Saber e Experiência

Por que visitamos museus? Procuramos experiência estética ou queremos nos cultivar? Cotardo Calligaris NA SUA próxima visita a um museu de arte, esqueça-se das obras e considere apenas os visitantes. Um bom número, talvez a maioria, não para diante de uma tela (por exemplo) sem antes ter lido a pequena placa com nome do artista, título e data. Bom, eles querem se cultivar, saber quem pintou, quando e o quê. Mas, dessa forma, muitos acabam, sobretudo, limitando sua experiência: ao constatar que o autor lhes é desconhecido, eles mal olham para a tela e passam à obra seguinte, enquanto, se o pintor for uma celebridade, contemplam com dedicação - as más línguas dirão que eles sentem-se assim "autorizados" a parar e contemplar. Os mais divertidos são os que adotam estratégias bizarras para dar uma espiada na placa sem que o amigo que os acompanha se dê conta e logo exclamam em voz alta, como se tivessem reconhecido a obra sem auxílio algum: "Aqui está o quadro...

Sobre a escrita

Escrever nada tem a ver com significar, mas com agrimensar, cartografar, mesmo que sejam regiões ainda por vir. Deleuze e Guattari, in: Mil Platôs XXXXXXXXX Uma ascese da escrita não me parece ser aceitável senão ao se unir a um "está escrito" mediante o qual se instauraria a relação sexual. Jacques Lacan, in: Lituraterra
Aos amigos próximos e distantes. Aos amigos de toda parte, de todas as cores, de todas as crenças e de todos os tamanhos; os nossos votos de BOAS FESTAS e de um FELIZ ANO NOVO . @@@@@@@ Amigo é coisa para se guardar No lado esquerdo do peito Mesmo que o tempo e a distância digam "não" Mesmo esquecendo a canção O que importa é ouvir A voz que vem do coração Pois seja o que vier, venha o que vier Qualquer dia, amigo, eu volto A te encontrar Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar. @@@@@@@
CERTIFICADO DO CURSO Por solicitação do DAEx, vou precisar do CPF dos alunos que participaram do Curso, para emissão dos certificados. Então, por favor, envie o seu CPF para o meu email: malholthausen@hotmail.com

CONVITE

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Querida Maria, Gostaria de convidá-la para o 4º e último recital do Ciclo Completo das Sonatas para Piano de Mozart que estarei realizando nesta quarta-feira dia 02 de dezembro às 20:00h no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC). As sonatas deste recital são conhecidas como as “sonatas de Viena”, todas escritas nessa cidade onde Mozart passou seus últimos anos de vida. Trata-se das sonatas nº 14 em dó menor (precedida pela belíssima Fantasia em dó menor), a nº 15 em fá maior (obra bastante contrapontística e com influências bachianas), a nº 16 simplicidade por razões didáticos), a nº 17 em si bemol maior e a nº 18 em ré maior. Como das vezes anteriores, os ingressos custam R$20,00 e R$10,00 e podem ser adquiridos diretamente na bilheteria do teatro . Espero poder contar com sua presença!   Um grande abraço, Alberto Andrés Heller

CONVITE

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Local: Café Cultura Endereço: Praça XV de Novembro - Centro - Florianópolis-SC Dia: 12 de Dezembro de 2009 - sábado Horário: 18H00 clarissa alcântara – clóvis domingos   matheus silva – nicolas corres Quatro performers instauram individualmente o processo de invenção de suas histórias pessoais, subtraindo sua experiência única da multiplicidade a ser constituída. ### Vamos fechar o ano com a performance do grupo de Belo Horizonte, e, no mesmo movimento, abrir nossos laços de trabalho para 2010.
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Sempre que se produz um fenômeno em dois tempos, na obsessão por exemplo, o primeiro tempo é a angústia, e o segundo é a culpa, que aplaca a angústia no registro da culpabilidade. Jacques Lacan O simbólico, o imaginário e o real

"Não"

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A dificuldade de dizer não (ou sim) ### Contardo Calligaris ### ### DURANTE TODA minha infância, eu dizia "não" mesmo quando queria dizer "sim". Usava o não como uma palavra de apoio, uma maneira de começar a falar. Minha mãe: "Vou sair para fazer compras; algo que você gostaria para o jantar?". Eu, enérgico: "Não", acrescentando imediatamente: "Sim, estou a fim de ovos fritos (ou sei lá o quê)". Os adultos tentavam me corrigir: "Então, é sim ou não?". "Não, é sim", eu respondia. Entendi esse meu hábito muito mais tarde, quando li "O Não e o Sim", de René Spitz (ed. Martins Fontes). No fim da faculdade, Spitz era um dos meus autores preferidos, o único, ao meu ver, que conciliava a psicanálise com o estudo experimental do desenvolvimento infantil. No livro, pequeno e crucial, Spitz nota que, nas crianças, o uso do "não" aparece por volta do décimo oitavo ...
A Jimena nos mandou o texto do Renato Mezan, que a Mara se referiu na última aula, e que gerou várias questões sobre o discurso do Mestre. ##### Perigos da obediência Livro e filme retratam como a sociedade administrada e a manipulação da linguagem desenvolvem no indivíduo o ódio pelo outro. RENATO MEZAN ## Teria o mês de setembro alguma afinidade secreta com a violência? Diante do número de matanças que ocorreram ou começaram nele, poderíamos brincar com a ideia: em 2001, os atentados de Nova York; em 1939, o início da Segunda Guerra; em 1970, o massacre dos palestinos na Jordânia (o "Setembro Negro"); em 1792, grassa o Terror em Paris, que deu origem aos termos "septembriser" e "septembrisade", significando "massacre de opositores" - e haveria outras a lembrar. O primeiro transpõe para a Alemanha atual um fato que teve lugar em 1967, na cidade de Palo Alto [EUA]. Querendo mostrar a seus alunos como o fascismo se apoderou das massas nos anos 1...
Sexta Aula Na primeira fase de seu ensino, entre 1936 e 1949, Lacan publica vários textos cujo foco é redefinir o narcisismo freudiano a partir de sua formulação do estádio do espelho, e de apresentar uma noção de sujeito articulado com o sentido. Em 1949, Lacan publica uma versão modificada de seu texto, O estádio do espelho como formador da função do eu, apresentado pela primeira em 1936, num Congresso de Psicanálise. Em O estádio do espelho, a partir da observação de sua própria filha, ele descreve a experiência de uma criança, entre seis e dezoito meses de idade, frente ao espelho. Para Lacan, nesta fase, apresentada como fase do espelho, a criança – tal como no mito de Narciso – se fascina e se identifica com a sua imagem, enxergada como outra no espaço virtual que lhe apresenta o espelho. Influenciado pela filosofia de Hegel, Lacan formaliza essa experiência empírica como paradigma da dialética do senhor e do escravo. Na fase do espelho, como em toda relação di...

CONVITE

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Camerata Florianópolis Teatro Governador Pedro Ivo 27 de Setembro - Domingo 20H00 Sinfonia Concertante para Violino e Viola Concerto no. 4 para Piano e Orquestra Jeferson Della Rocca - Maestro Alberto Andrés Heller - Piano Walesca Sieczkowska - Violino Paolo Finott - Viola [Italia] Ingressos: R$ 20,00 (Inteira) R$ 10,00 (estudantes, idosos e Clube DC)
Quarta e Quinta Aula Conforme Elizabeth Rudinesco, foi no convívio com Alexandre Koyré, Henry Corbin, Alexandre Kojève e Georges Bataille; que Lacan inicia-se na modernidade filosófica passando pela leitura de Husserl, Nietzsche, Hegel e Heidegger. Entre 1933 e 1939, Alexandre Kojève, jovem filósofo russo, ministra um curso sobre a Fenomenologia do Espírito, de Hegel. Influentes autores franceses de várias áreas disciplinares participam do Curso, entre eles: Raymond Quenau e André Breton – da literatura; Maurice Merleau-Ponty, Eric Weil, Raymond Aron e Pierre Klossowski – da filosofia; Roger Caillois – da antropologia; e Jacques Lacan. A partir de então, a teoria e a clínica lacaniana serão fortemente influenciadas pela leitura do filósofo russo, e a teoria do filosofo alemão. Sendo que um dos conceitos que mais sofreram estas influências foi, por certo, o do desejo. Não há como falar na noção de desejo em Lacan sem passar pela parábola da “dialética do senhor e do escravo”. ...
Segunda e Terceira aula O desejo no ensino de Freud Para Freud o desejo é um movimento que, frente à repetição da necessidade, procura reinvestir (recatexizar) o traço mnêmico da experiência de satisfação. Dessa definição, é possível destacar alguns termos: Movimento : O desejo é definido como uma moção, uma força que dirige o sujeito para um fim determinado. Essas moções do desejo fluem em direção aos objetos da realidade investindo-os de libido, num processo chamado de libidinização do objeto. Para Freud o primeiro objeto libidinizado é o Eu, dando origem ao narcisismo. As moções do desejo podem também mudar o seu curso – sublimação -, ou serem inibidas. Quando a realidade é muito hostil - lugar de privação e frustração permanente - apresenta-se o que se pode chamar de psicose da miséria : afrouxamento dos vínculos e dos investimentos da libido em relação à realidade. Repetição: No campo do desejo, podemos compreender a repetição como a insistência do desejo nã...